quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nasa descobre possíveis vulcões de gelo em Titã

A sonda Cassini da Nasa encontrou possíveis vulcões de gelo na lua Titã, de Saturno, que são similares em forma àqueles que conhecemos na Terra.
Dados de topografia e composição de superfície dão a esperança para cientistas de que esses sejam os primeiros vulcões similares aos terrestres no sistema solar, embora tenham evidências de erupções de gelo. Os resultados da pesquisa foram apresentados na reunião da American Geophysical Union em São Franciso,nos Estados Unidos na terça-feira, dia 14.

A cientista brasileira da NASA Rosaly Lopes (que esteve em Campos no 3º Encontro Internacional de Astronomia em abril desse ano), uma das maiores especialistas em vulcões, aparece no vídeo do site da NASA explicando a descoberta. Acesse o vídeo: (http://www.nasa.gov/mission_pages/cassini/whycassini/cassini20101214.html)
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"Quando olhamos nosso mapa 3-D de Titã, ficamos impressionados com sua semelhança com vulcões como o Etna, na Itália e Laki, na Islândia (...)", disse Randolph Kirk, que liderou o trabalho de mapeamento 3-D da lua de Saturno.
Cientistas debatem há anos se os vulcões de gelo, também chamados de criovulcões, existem nas luas ricas em gelo e, se eles existem, quais as suas características. Por definição haveria algum tipo de atividade geológica que aqueceria o frio ambiente o suficiente para derreter parte do interior do satélite e mandar gelo "macio" ou outros materiais através de uma abertura na superfície. Vulcões na lua de Júpiter Io e na Terra expelem lava.
Alguns criovulcões se parecem pouco com os vulcões terrestres, como as listras na lua de Saturno Enceladus, onde longas fissuras soltam jatos de água e partículas de gelo que deixam pouquíssimos traços na superfície. Em outros locais, a erupção de materiais mais densos podem esculpir picos vulcânicos. Quando padrões assim foram vistos em Titã, teorias os explicaram como processos não-vulcânicos, como rios depositando sedimentos. Em Sotra, no entanto, vulcões de gelo são a melhor explicação para dois picos de mais de aproximadamente um quilômetro de altura com profundas crateras vulcânicas.
Fonte: Estadão e site da NASA.

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