quinta-feira, 14 de abril de 2016

Participe do 9º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica

Começou hoje, e vai até o próximo sábado (dia 16), um dos mais esperados eventos de divulgação da astronomia no Brasil.
A nona edição do Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica será na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ) e por três dias contará com a presença de pesquisadores de vários países do mundo e centenas de entusiastas. Haverá palestras, mini-cursos, oficinas, observação do céu, sessões no Planetário Inflável, exposições, competições, atividades culturais e outras atividades. Veja o site oficial.

Todo o evento será gratuito e, para os participantes de outras cidades, será oferecido alojamento gratuito. Para fazer a inscrição, clique aqui ou no próprio evento. A realização é do Clube de Astronomia Louis Cruls, que esse ano faz 20 anos de fundação, se consolidando com um dos grupos mais atuantes do mundo.

 - PALESTRANTES:
Na imagem é possível ver os principais palestrantes do evento.

 - PRÉ-ENCONTRO: "Passeio pelo Universo"
Entre os dias 8 e 10 de abril aconteceu o evento "Passeio pelo Universo" no Boulevard Shopping. Considerado o pré-evento do 9º Encontro Internacional, levou a um público variado telescópios e maquetes, etc .
 



 - PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

14 de abril
Teatro Municipal Trianon
9:00h – Abertura
10:00h – Clube de Astronomia Louis Cruls – 20 anos de ensino e popularização da Astronomia e da Astronáutica.
10:15h – “Explorando o Universo com Visualizações Cinemáticas Científicas” – Frank Summers (Space Telescope Science Institute (STScI) )
11:30h – “Como a Astronomia nos mostra nosso lugar no Universo” – Mike Simmons (Astronomers without Borders)
12:00h – Almoço
14:00h - “Treinando como um astronauta” – Charles Lloyd (NASA)
15:00h – “O Futuro é AGORA. Divulgue Ciência para incentivar a exploração espacial” - Stephen Ramsden (Charlie Bates Solar Astronomy Project)
16:00h – “Observação Solar em Campos dos Goytacazes” – Caio Crespo Moraes (CALC and IFF)
16:15h – Intervalo
16:30h – “Astrono-Mágico - Uma Palestra sobre Astronomia com Mágica” – Florian Gourgeot (Flodjo)
19:00h – Observação do Céu e Atividades Culturais

15 de Abril
Campus- Campos Guarus do Instituto Federal Fluminense
9:00h – “Capturando o Céu em movimento: Projetos de longo prazo em Astrofotografia” – Tunç Tezel (TWAN-Turkey)
10:00h – “Astrofotografia no Brasil: A Vitória de uma Paixão” – José Carlos Diniz (NGC51 and CANF)
11:00h – “Registros do Céu Fluminense” – Any Gomes (CALC)
11:15h – Intervalo – Apresentação de Painéis
11:30h – “Cooperação Espacial entre o Brasil e a Rússia: projetos recentes e perspectivas futuras no campo das estações de monitoramento GNSS e observação de detritos espaciais” – Gennady Saenko (ROSKOSMOS) e Renato Borges (UnB)
12:30h – “O CubeSat do CALC” – Anthony Garotinho Barros Assed Matheus de Oliveira (CALC)
12:30h – Almoço
14:00h – 15:30h - Sessão Solene na Câmara dos Vereadores de Campos dos Goytacazes – vagas limitadas
16:30h – Workshops
– “Identificando fenômenos solares com um telescópio Alpha Hydrogen devidamente ajustado” – Stephen Ramsden (Charlie Bates Solar Astronomy Project)
– “Divulgação da Ciência Espacial: Desenvolvendo sua própria nave espacial para explorar o cometa 67P“ – Suresh Bhattarai (EurAstro World and NASO)
– “Diferenciação Planetária da Terra com Ênfase na Sucessão da Vida no Planeta” – Carlos Peres Silva (UFSC)
– “Astrofotografia” – Tunç Tezel (TWAN- Turkey)
- "Buracos negros e Relatividade Geral para curiosos" – Arthur Scardua e Gabriel Silva (ICRA-CBPF)
– “Noções Básicas de Astronomia” – Clube de Astronomia Lois Cruls
19:00h – Observação do Céu e Atividades Culturais

Dia 16 de Abril
Campus- Campos Guarus do Instituto Federal Fluminense
9:00h – Trabalhos Orais
– “Escola de Astronomia” – Ramon Dantas (CALC and UENF) e Raiza Aparecida Chagas Cruz de Sá (CALC and IFF)
– “Universo Desconhecido” – Róbson Vasconcelos Chagas (CALC and IFF), Tamirys Pessanha Salles de Assis (CALC and IFF) e Carlos Augusto Cruz (CALC and UENF)
– “Astronomia no Proemi (Projeto Ensino Médio Inovador)” – Adriana Oliveira Bernardes (UENF)
- Foguete de Garrafas PET de Dois Estágios MAC-2 com Propelentes a Água - Prof. Miriam Bitencurti (E.E. Prof. Idene Rodrigues dos Santos), Alberto Alves e João Canalle (UERJ)
- “A Astronomia e a Astronáutica como ferramenta no ensino de Ciências nos Ensinos Fundamental e Médio” - Nelson Lage da Costa (Universidade Estácio de Sá) e Prof. Paulo Alberto de Vasconcellos Brigagão (Universidade do Grande Rio)
– “Ensino de Astronomia como motivador para o Ensino de Ciências: Um Estudo a partir de um Projeto-Piloto de Extensão” –  Nayara Bassetti de Melo (UFES) e Raphael Goes Furtado (UFES)
– “Eclipse Solar na Indonésia e oficina de ensino e divulgação da Astronomia da IAU na Ilha Ternate” - Marcelo Domingues (CASB)
- “Resultado da Missão X” – Mônica Silvana Brandão (PUC Minas, CEC Diocesano e Escola Estadual José Gorutuba) e Prof. Gilson Luna da Silva (UERJ e ABRATE)
- “O Sol e a Saúde” – Sandra Regina de Moura Dias (Colégio Estadual Anacleto de Medeiros)
- “Camera All-Sky” – Guilherme Ferreira Franco (CALC and UENF)
10:30h – Intervalo – Apresentação de Painéis
11:00h – “Ondas Gravitacionais: os sons dos buracos negros e do Universo remoto” – Marc Casals (ICRA-CBPF)
12:00h – “Poluição Luminosa” – Eponine Wagner Barros Borges Souza (INEA, FAETEC e CALC)
12:15h – Almoço
14:00h – “Programas dos Astrônomos sem Fronteiras cruzando novas Fronteiras” - Mike Simmons (Astronomers without Borders)
15:00h – “Grandes Impactos e a Vida na Terra” – Carlos Peres Silva (UFSC)
16:00h – Intervalo
16:10h – “Práticas de Divulgação, Educação e Pesquisa em Astronomia no Nepal” - Suresh Bhattarai (EurAstro World e NASO)
16:50h – “Divulgação da Astronomia na Argentina” – Alejandro Olás (Observatory Willka Wara)
17:20h – “Meteoritos: Rochas e Minerais vindos do Espaço” – Gílson Nunes (UFOP)
18:00h – “Asteroides e a Participação no IASC” – Hélio Honório Dutra (CALC e UENF) e Adonis Teixeira de Azevedo (CALC e UENF)
18:10h – “Rumo ao Espaço: Novos Sonhos” – Marcelo de Oliveira Souza (UENF e CALC)
18:30h – Encerramento


Fonte: 
 - Da Terra Para As Estrelas, por Otávio J. Ângelo

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Perspectivas para a ciência em 2016

De acordo com um artigo publicado recentemente na Revista Nature, por Elizabeth Gibney, o ano de 2016 promete eventos científicos significativos em todo mundo, desde explorações excepcionais de Marte e Júpiter até análises microbianas da Terra, desde rara colaboração entre governos do Oriente Médio para instalação do primeiro Centro Internacional de Pesquisa na região até as expectativas políticas dos eleitores dos EUA e Canadá referente ao meio científico de seus países, e desde a possibilidade de reabertura de financiamento para investigação sobre os vírus mais perigosos até a polêmica discussão sobre Edição de Gene, entre outros grandes acontecimentos.



- Capturando o CO2 em excesso

A empresa suíça Climeworks foi designada para se tornar a primeira empresa a capturar dióxido de carbono (CO2) do ar e vendê-lo em escala comercial, o que é um grande incentivo para instalações maiores que poderiam auxiliar no combater do aquecimento global em um futuro próximo. Em julho deste ano, a empresa pretende começar a capturar cerca de 75 toneladas de CO2 por mês em sua fábrica localizada perto de Zurique, na Alemanhã, e em seguida vender o gás para estufas nas proximidades para estimular o crescimento das culturas. Outra empresa — de engenharia em Calgary, no Canadá, que está capturando CO2 desde outubro de 2015, no entanto ainda está por trazê-lo ao comércio — pretende mostrar que pode converter o gás em combustível líquido. Instalações em todo o mundo já capturam o gás de usinas, mas apenas uma pequena parte demonstra resultados.

- Recortar e colar genes

Testes em humanos receberá recurso para tratamentos que usam tecnologias de edição de DNA. Sangamo Biosciences em Richmond, Califórnia, irá testar o uso de enzimas chamadas “zinc-finger nucleases” para corrigir um defeito de gene que causa a hemofilia. Trabalhando com a biogênese de Cambridge, Massachusetts, será iniciado um julgamento para verificar se a técnica pode impulsionar uma forma funcional de hemoglobina em pessoas com a desordem de sangue β-Talassemia. Os cientistas e eticistas esperam chegar a um acordo, sobre segurança geral e diretriz ética para edição de gene em humanos, até o final de 2016.

- Expectativas cósmicas

Josh Spradling/The Planetary Society
A espaçonave LightSail passará por uma missão de teste em abril deste ano (2016)

Físicos consideram que, neste ano, há grande chance de acompanharmos a primeira evidência de ondas gravitacionais — ondulações no espaço-tempo causadas por objetos densos em movimento, como estrelas de nêutrons em espiral — graças ao avançado detector LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory). E o Japão lançará Astro-H, um satélite observatório de raio-x de nova geração que, entre outras coisas, poderá confirmar ou refutar a alegação de que os neutrinos pesados emitem sinais de matéria escura, conhecidos como “bulbulons”. Sugestões de nova partícula no grande colisor LHC (Large Hadron Collider), descritas em registros desde junho de 2015, poderiam tornar-se mais claras, pois a máquina pode acumular rapidamente seus dados. Mesmo que a partícula não seja confirmada, o LHC ainda poderá ressaltar novamente outros fenômenos exóticos, tais como “glueballs” (partículas constituidas inteiramente de portadores de força nuclear forte).

sábado, 2 de janeiro de 2016

Eventos marcantes na ciência em 2015, segundo a revista Nature


Edição de gene, mudança climática e Plutão estão entre as maiores notícias do ano

Desde as alterações climáticas até a ética de edição de gene, pesquisadores abordaram várias questões árduas em 2015, e também fizeram importantes descobertas — incluindo montanhas de gelo em Plutão, evidências quânticas intrigantes e mais detalhes sobre os mecanismos moleculares no interior das células.

 - Caminho para Paris
Amaud Boissou/COP21/Anadolu/Getty
Foto: Durante a reunião sobre alterações climáticas da ONU, em Paris, líderes mundiais celebraram a adoção de um histórico acordo de aquecimento global em 12 de dezembro.
O mundo conquistou seriedade em relação às mudanças climáticas. No início de dezembro em Paris, na Conferência do Clima da ONU (Organização das Nações Unidas), as nações industrializadas e em desenvolvimento comprometeram-se pela primeira vez a controlar ou reduzir as suas emissões de gases que provocam o efeito estufa. Como o número de promessas cresceu durante o ano — para 184 até o momento da conferência — assim como o otimismo de que a conversação em Paris seria um ponto de virada histórica nos esforços para frear o aquecimento global, a reunião, que teve lugar sob segurança máxima devido aos ataques terroristas ocorridos em Paris no mês de novembro, rendeu a aprovação de um acordo histórico no dia 12 de dezembro assinado por 195 países. Este acordo confirma o compromisso da maioria dos países para reduzir as emissões de gases poluentes e manter o aquecimento abaixo de 2 °C. A ONU vai avaliar esse progresso em 2018 e devem rever os seus compromissos climáticos a cada cinco anos a partir de 2020.

Negociadores climáticos receberam uma notícia surpreendente no início de dezembro, quando pesquisadores do Global Carbon Project informaram que as emissões mundiais de carbono caíram cerca de 0,6% em 2015. China e Estados Unidos, os maiores emissores de carbono do mundo, ajudaram a incentivar a reunião em Paris. China anunciou que iria lançar um sistema de emissões “cap-and-trade”, e depois de anos de indecisão, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez o gesto simbólico de dizer não para o oleoduto Keystone XL que iria transportar o petróleo do Canadá para as refinarias dos Estados Unidos. Até mesmo o Papa Francisco ponderou, lançando uma encíclica sobre o meio ambiente em junho e, em setembro, discursou durante sua visita a América do Norte alertando para os perigos das mudanças climáticas e a necessidade urgente de contê-las. Duas pesquisas feitas nos Estados Unidos, as quais foram realizadas após a visita do Papa, sugeriram que ele ajudou a impulsionar a aceitação da mudança climática como uma problemática importante.

Mas as promessas climáticas das nações podem não manter o aquecimento dentro dos limites de 2 °C dos níveis pré-industriais, e caso isso ocorra, passado esse ponto, muitos cientistas temem que o mundo sofra com "rupturas" ecológicas e econômicas relacionadas com esse aquecimento.


 - Plutão et al.
NASA/JPL/SRI
Foto: Imagem espetacular enviada pela nave espacial New Horizons da NASA mostrando o rico terreno de Plutão.
Na exploração do Sistema Solar, planetas anões governaram. Os pequenos mundos de Plutão e Ceres — este último no coração do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter — receberam sua primeira visita de uma nave espacial da Terra em 2015, revelando imagens incríveis.

Plutão atraiu os holofotes quando a sonda New Horizons passou voando em 14 de julho, pois seu mundo revelou-se como uma maravilha geológica de montanhas de gelo, geleiras de nitrogênio e lisas planícies gélidas. A complexidade da superfície de Plutão surpreendeu os cientistas planetários, incluindo o pesquisador principal Alan Stern, o qual levantou questões importantes a respeito do que poderia ser originada a atividade geológica do planeta. Ceres fez uma aparição muito mais gradual a partir de março, quando sua força gravitacional puxou a nave espacial Dawn da NASA em sua órbita. Esse corpo escuro rico em água revelou uma montanha com formato semelhante ao de uma pirâmide, pontos brilhantes de sal reflexivo e uma intensa neblina que preenche algumas das suas crateras pela manhã.

A sonda espacial Rosetta, da ESA (Agência Espacial Europeia), continuou a sua espetacular órbita em torno do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Seu aterrissador Philae, dado como perdido após um pouso acidental em novembro de 2014, entrou em contato com a Terra em junho antes de cair em silêncio, talvez, permanentemente, no mês seguinte. Pesquisadores analisando os dados de Rosetta relataram que o oxigênio está fluindo para fora do cometa, e que seu formato de “pato de borracha” provavelmente foi o resultado de uma colisão de baixa velocidade entre dois cometas menores.
A missão da NASA com a sonda Maven entregou suas primeiras medições detalhadas de como o vento solar despoja-se na atmosfera de Marte ao longo do tempo, ocasionando um mundo mal ventilado como Marte caracteriza-se atualmente. E 11 anos depois de chegar ao sistema de Saturno, a nave espacial Cassini confirmou que o oceano enterrado sob a superfície da lua Encélado estende-se ao redor do planeta inteiro — tornando-o um local propício para procurar indícios de vida extraterrestre.

Continue lendo:
 - Edições de gene
 - Vacina vitoriosa
 - "Assombração" quântica
 - Terremotos artificiais
 - Pontuação de confiabilidade de pesquisa
 - "Holofotes" sobre sexismo
 - Congelamento de flash molecular
 - Fazendo a medicina precisa

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Plutão possui gelo de água e um céu azul

No começo da semana a NASA anunciou que hoje, quinta (dia 8) faria um anúncio importante sobre Plutão. O anúncio, na verdade duas descobertas, são de que o céu em Plutão é azul, assim como aqui na Terra; e que o planetóide possui gelo feito de água em sua superfície.
Embora pareçam descobertas irrelevantes, elas apresentam um novo panorama sobre o astro. Abaixo a tradução da nota oficial da NASA:

As primeiras imagens coloridas de neblinas na atmosfera de Plutão, feitos semana pela sonda New Horizons da NASA, revelam que as neblinas são azuis.
"Quem poderia esperar um céu azul no Cinturão de Kuiper? É lindo ", disse Alan Stern, investigador principal do Instituto Southwest Research (SwRI), Boulder, Colorado. Plutão é um planeta-anão, situado numa região pós-netuniana chamada Cinturão de Kuiper.

As partículas da neblina são provavelmente cinza ou vermelha, mas a maneira como elas dispersam a luz azul chamou a atenção da equipe de ciência da New Horizons. "A impressionante tonalidade azul nos fala sobre o tamanho e a composição das partículas de neblina", disse o pesquisador Carly Howett, também do SwRI. "Um céu azul muitas vezes resulta da dispersão da luz solar por partículas muito pequenas. Na Terra, essas partículas são pequenas moléculas de nitrogênio. Em Plutão elas parecem ser maiores - mas ainda são relativamente pequenas - partículas de fuligem chamadas de tholins". Os cientistas acreditam que as partículas de tholin são formadas na alta atmosfera de Plutão, onde a luz ultravioleta do Sol se rompe e ioniza as moléculas de nitrogênio e metano, permitindo-lhes reagir umas com as outras para formar íons mais complexos, positivos ou negativos.
Quando elas se recombinam, elas formam macromoléculas muito complexas, um processo que foi encontrado pela primeira vez na alta atmosfera da lua Titã, de Saturno. As moléculas mais complexas continuar a se combinar e crescer até que se tornem pequenas partículas; gases voláteis se condensam e revestem suas superfícies com gelo antes que elas tenham tempo de sair da atmosfera para chegar a superfície, onde elas adicionam a coloração vermelha para Plutão.

Uma segunda constatação significativa, a New Horizons detectou inúmeras pequenas regiões de gelo de água em Plutão. A descoberta foi feita a partir de dados coletados por um equipamento da sonda chamado Ralph, que estuda a composição espectral. 
"Grandes extensões de Plutão não apresentam água congelada na superfície", disse Jason Cook, "porque elas são aparentemente mascaradas por outros tipos de gelos, mais voláteis em quase todo o planeta. Entender por que a água aparece exatamente onde ela se faz, e não em outros lugares, é um desafio que estamos nos aprofundando."
A imagem possui cerca de 450 km e é composta por imagens no visível e em infravermelho

domingo, 27 de setembro de 2015

É HOJE: tudo que precisa saber sobre o Eclipse total da Lua + SuperLua

Aclamado por muitos como o maior fenômeno astronômico do ano, finalmente o tão aguardado 27 de setembro chegou. E com ele, todo o país poderá ver um evento raro: um eclipse total da Lua na mesma época em que o nosso satélite natural está no ponto mais perto da Terra. A próxima vez que isso ocorrerá, sendo visível aqui do Brasil, será só no longínquo 2069.
Como apareceram muitas nomenclaturas para esse evento de hoje, e como existiu muita informação errada ou incompleta, resolvi separar esse artigo em partes, para ficar mais rápido o entendimento e o acesso às informações.

Mas antes queria ressaltar a raridade do evento de hoje e informar alguns erros que a mídia vem cometendo sobre isso. O próximo eclipse total da Lua vai ser visível aqui no Brasil e será no dia 21 de janeiro de 2019. Porém, o próximo eclipse total da Lua com uma SuperLua só acontecerá em 8 de outubro de 2033 e não será visível aqui do país, consertando o erro que muitos jornais cometeram compartilhando dados e vídeos da NASA. O vídeo foi feito pela agência americana, e informa o próximo eclipse desse tipo visto lá dos EUA. O próximo Eclipse Lunar Total com a Super Lua visível aqui do Brasil só será na noite de 29 para 30 de outubro de 2069, daqui a 54 anos!

Abaixo apresento todos os dados sobre o fenômeno que acontece hoje, as explicações para os termos SuperLua, Lua Sangrenta e para as conspirações que dizem que esse eclipse será o início de uma época de terror no planeta.
Também explico o que é um eclipse e conto o papel da Lua na mitologia grega, lembrando o quanto esse astro inspirou os visionários do passado, poetas e enamorados.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Pela primeira vez é feito um estudo sobre a poluição luminosa a partir do espaço

Os cientistas estão usando as fotografias tiradas pelos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) para fazer uma medição confiável da quantidade de poluição luminosa em todo o mundo. O diferencial desse estudo é que ele inclui não só o rastro de luz conhecido das cidades e ruas, mas também os fracos efeitos indiretos e dispersos da luz, que até agora não tinham sido medidos quantitativamente. Os novos resultados mostram que a luz difusa, que é vista do espaço, é proveniente da dispersão da luz de postes e edifícios. Esta é a componente responsável pelo brilho dos céus noturnos em torno das cidades, que deixa o céu com uma aparência 'vermelha" (isso deve-se a reflexão da luz por partículas de pó e gotículas formadas pela umidade) e que limita drasticamente a visibilidade das estrelas e da Via Láctea. A equipe também chegou a uma conclusão espantosa: os países e as cidades europeias com uma grande dívida pública também têm maior consumo de energia com iluminação pública por habitante, e que o custo total desse consumo de energia para iluminação pública é de 6,3 bilhões de euros por ano, e isso só nos países da União Européia. Em outro estudo feito (pela brasileira Nicole Cabral, em que este autor foi citado nos agradecimentos :) ), os dados parecem apontar que não existe ligação entre maior criminalidade e pouca luminosidade pública!


Na imagem, uma montagem que mostra a luminosidade em Milão antes e depois da adoção das lâmpadas LED. Na primeira, o nível de iluminação do centro da cidade é semelhante a seus subúrbios. Após a transição para a tecnologia LED no centro, os níveis de iluminação parecem ser maiores no centro do que nos subúrbios, e a quantidade de luz azul é agora muito maior, o que sugere um maior impacto sobre a capacidade de ver as estrelas, a saúde humana e o meio ambiente (aumentando assim a poluição luminosa).

O estudo inédito faz parte do projeto chamado "Cities at Night" (Cidades à Noite), feito por cientistas da Universidade Complutense de Madrid (Espanha) e o Cégep de Sherbrooke, uma instituição de ensino técnico e pré-universitário no Canadá. O objetivo desse projeto é produzir um mapa global colorido da Terra à noite, a partir de fotos tiradas pelos astronautas na Estação Espacial usando uma câmera digital padrão, visto que apenas uma pequena fração da superfície terrestre foi coberta por fotos de astronautas (e uma fração ainda menor foi referenciada).

Iniciado em julho de 2014, o projeto requereu a catalogação de mais de 130 000 imagens, vindas do arquivo de alta resolução da ISS. Depois, tiveram que colocá-las num mapa de georreferenciação e calibrá-las utilizando as estrelas ao fundo, bem como medições terrestres de brilho do céu noturno. Os resultados foram apresentados essa semana durante a 29ª Assembléia Geral da IAU (União Astronômica Internacional), em Honolulu, Havaí.

Anteriormente, as medições de poluição luminosa tinham que ser feitas aqui na Terra. Este novo método, que liga as medições de brilho feitas no espaço com as medições feitas aqui no solo, torna possível pela primeira vez, mapear a poluição luminosa de forma confiável sobre extensas áreas.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O tecido quântico do espaço-tempo

Em uma série de três artigos, a revista científica “Quanta Magazine” publicou referente aos estudos de maior impacto científico na explicação de uma nova concepção que correlaciona a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein com descrições importantes da Física Quântica, revelando o complexo modelo existencial do espaço-tempo.

Teoria Geral da Relatividade, publicada pelo célebre físico Albert Einstein, em 1916, pode ser compreendida de modo análogo à paisagem do espaço-tempo deformado na pintura de Salvador Dalí (ininterrupta e geométrica), contudo, as partículas quânticas que ocupam esse espaço possuem maior semelhança com a arte de Georges Seurat (pontilhada e discreta). Fundamentalmente, partindo desta analogia, as duas descrições discordam em aspectos importantes, assim sendo, uma nova concepção ousada sugere que as correlações quânticas entre manchas de pintura surrealistas criam também o espaço tridimensional sobre uma série de pontos.

Apresentação interativa: tecido do espaço-tempo, feita por Owen Cornec.
Ao unir as duas concepções mencionadas por Einstein em 1935, uma delas envolvendo o paradoxo EPR (nomeado conforme seus autores, Albert Einstein, Boris Podolsky e Nathan Rosen) que ele denominou de "ação fantasmagórica à distância" entre as partículas quânticas (entrelaçamento quântico), e outra explicando como dois buracos negros poderiam ser conectados nos confins do espaço através de "buracos de minhoca", notou-se que são duas manifestações de pensamento sobre um mesmo ideal, sendo essa conexão responsável pela formação da base de todo o espaço-tempo.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Aberta oportunidade de nomeação OFICIAL de estrelas e planetas

Foram pessoas que nomearam os objetos celestes por milênios. Porém atualmente é a União Astronômica Internacional (IAU, em inglês) que tem a tarefa de atribuir nomes reconhecidos cientificamente para os recém descobertos corpos celestes, por seus países membros. O concurso “NameExoWorlds” fornece não apenas a 1ª oportunidade para o publico nomear planetas fora do Sistema Solar (chamados de exoplanetas), mas também pela primeira vez em séculos, a dar nomes populares a algumas estrelas - aquelas das quais se tem descoberto exoplanetas em suas órbitas. Já abordamos a questão de nomear e "comprar" uma estrelas aqui no blog, leia aqui.


Alguns desses sistemas são de um único planeta (sistema simples), enquanto outros são sistemas com vários planetas (sistemas múltiplos). Cada organização pode submeter um nome proposto, para um exoplaneta apenas. O número de nomes que precisa ser submetido depende do tipo de sistema selecionado. Para sistemas planetários simples e múltiplos, o nome de cada planeta deve ser apresentado, bem como um nome para a estrela hospedeira. Na lista de 20 sistemas estelares, cinco estrelas já tem um nome definitivo. Consequentemente, essas cinco estrelas não podem ser colocadas para nomeação pública. Existem 15 estrelas e 32 planetas (47 objetos no total) disponíveis para nomeação. Compartilhe no Facebook
O nome provisório, curiosidades e história das vinte estrelas hospedeiras é explicado, junto com mensagens pessoais de alguns dos descobridores no site.

Para participar da competição, clubes e organizações sem fins lucrativos devem primeiro se registrar no Diretório Mundial de Astronomia da IAU. O prazo de entrega para esse registro foi prorrogado até às 23h59min UTC de 1 de junho de 2015. Vale lembrar que o horário citado, no horário de Brasília, corresponde às 20h59 do respectivo dia.
Os nomes propostos devem ser apresentados aqui. Toda submissão de nomeação tem que cumprir as convenções de nomenclatura da IAU e deve ser sustentada por uma argumentação detalhada para essa escolha. O prazo para a apresentação de propostas de nomeação é até às 23h59min UTC de 15 de junho de 2015. Novamente, no horário de Brasília: 20h59min do dia 15 de junho.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

8º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica

Hoje (9 de abril) começou um dos maiores eventos de ciência do Brasil; e em astronomia, um dos mais reconhecidos do mundo. O 8º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica (EIAA), realizado na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ) vai até o dia 11, com palestras, mini-cursos, exposição de foguetes e observação do céu.

Entre os principais palestrantes, temos Anousheh Ansari (1ª mulher turista espacial) e Stephen Ramsden (fundador do maior projeto de divulgação de astronomia do mundo). 

O evento é realizado pelo Clube de Astronomia Louis Cruls, único com chancela da Unesco. E no fim de semana anterior aconteceu o Pré-Encontro, evento realizado no Shopping Boulevard, com observação do céu e exposição de foguetes, maquetes, etc. Veja mais sobre as edições anteriores do Encontro Internacional.

ATENÇÃO: este artigo será atualizado com as fotos do evento.

Abaixo a lista e a descrição dos palestrantes:

- Anousheh Ansari:
Em 18 de setembro de 2006, Ansari subiu ao espaço numa nave russa a Soyuz TMA-9, para uma estadia de nove dias a bordo da Estação Espacial Internacional, a primeira mulher turista a visitá-la. Anousheh Ansari dá nome ao prêmio Ansari X Prize, oferecido pela fundação X-Prize a quem fizesse o primeiro voo espacial sub-orbital independente da história.

- Oded Ben-Horin:
Coordenador de Projetos do projeto Comenius Multilateral UE CREAT-IT. CREAT-IT explora a criatividade no ensino da ciência interdisciplinar inspirado nas artes nos seguintes países: Noruega, Reino Unido, Grécia, Sérvia, Itália e Bélgica. Ele é, junto com o professor Magne Espeland, o idealizador do "Escrever uma Opera de Ciência" (WASO), uma metodologia educacional que atua em cinco países europeus (www.hsh.no/waso). Oded vai, em 2015, coordenar o projeto "SkyLight: a Opera Global Science" com a Rede de Formação de Professores Galileu. O projeto foi oficialmente endossado pela União Astronômica Internacional (IAU).

- Patrick Miller:
Fundador e diretor da Campanha de Busca Astronômica Internacional (IASC). Um magnífico programa internacional de busca de asteroides com a participação de estudantes de ensino médio e de universidades.

- Pedro Ré:
Astrônomo amador há mais de 40 anos, seu principal interesse são imagens do céu. Ele possui dois observatórios e suas imagens já foram publicadas até na revista Sky and Telescope. Ele é um biólogo marinho e professor da Universidade de Lisboa (Portugal). Pedro Ré tem PhD em Ecologia Animal.

Claudio Melo:
É o chefe do escritório para Ciência no Chile do ESO. Seus principais interesses são encontrar planetas em diferentes ambientes, tais como aglomerados abertos, estrelas pobres em metal e jovens estrelas. Do ponto de vista técnico, Claudio está familiarizado com medições de alta precisão de velocidades radiais e está interessado em como superar as diferentes fontes de ruído para atingir os 10 cm/s de precisão e, eventualmente, encontrar uma exo-Terra. Para os próximos anos, ele está disposto a desenvolver novos projectos no domínio da Astrobiologia.

- Martin Makler:
É Pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Tem experiência nas áreas de Astronomia e Física, com ênfase em Cosmologia, atuando principalmente nos seguintes temas: lentes gravitacionais, aglomerados de galáxias, energia e matéria escuras, quartessência e formação de estruturas em grande escala. Coordena o SOAR Gravitational Arc Survey e a participação brasileira no CFHT Stripe 82 Sruvey e VISTA-CFHT Stripe 82 Survey. Também tem forte atuação na área de divulgação e popularização científica.

- Stephen Ramsden:
Fundador e diretor do maior programa sem fins lucrativos de popularização de astronomia no mundo, O Projeto de Astronomia Solar Charlie Bates (SBSAP, na sigla em ingês) possui os famosos sites solarastronomy.org e solarscopereviews.com. CBSAP oferece alta tecnologia para divulgação da Astronomia de forma absolutamente gratuita a mais de 250.000 pessoas no mundo anualmente.

- Mike Simmons:
É astrônomo amador há 40 anos e adora compartilhar o céu com os outros. Mike participou da Los Angeles Astronomical Society no início de 1970 e participou ativamente da sociedade, incluindo dois mandatos como Presidente e dez anos no Conselho de Administração. Vendo astronomia como um interesse universal, que transcende as diferenças culturais, Mike fundou os Astrônomos Sem Fronteiras (AWB) em 2006. Mike é também um escritor e fotógrafo, que tem contribuído para publicações como Scientific American, Astronomy and Sky and Telescope, onde ele é um editor contribuinte. Em 2005, Mike recebeu o Clifford W. Holmes Award, uma honraria concedida anualmente pela RTMC para uma "grande contribuição para a popularização da Astronomia". Em 2009, Mike recebeu o prestigioso Prêmio G. Bruce Blair concedido anualmente para os astrônomos amadores pelas "excelentes contribuições para a astronomia amadora." O planeta menor Simmons foi nomeado em sua honra em 2003, em parte por suas "atividades de extensão variadas em astronomia."

Esse ano o evento é realizado no IFF (Instituto Federal Fluminense), no campus Guarus e o alojamento na Fundação Municipal de Esportes.

A programação completa do evento pode ser vista abaixo:

segunda-feira, 30 de março de 2015

Ciência na ditadura: avanços, retrocessos e cientistas perseguidos

Amanhã (31 de março) será lançado o site do Projeto “Ciência na Ditadura”, a mesma data em que os militares tomaram o poder. A iniciativa já reúne informações sobre 471 cientistas perseguidos durante o regime militar, que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985. O público poderá participar sugerindo nomes de cientistas que ainda não foram incluídos ou corrigindo e complementando os dados publicados. Basta acessá-lo, clique AQUI

O regime militar foi uma época conturbada da história nacional. Mesmo antes do golpe (que alguns historiadores chamam de revolução civil-militar, visto que alguns setores da sociedade o apoiavam), o clima já estava complicado. Compartilhe no Facebook


De um lado, uma extrema esquerda que queria instaurar no Brasil uma "democracia" nos moldes de Cuba, com Brizola pregando o fechamento do Congresso, como exemplo. A resposta veio de forma brutal: uma revolução militar que colocaria o Brasil "no caminho certo", mas que após os primeiros anos e devido a violência crescente dos setores comunistas, tornou-se uma ditadura sanguinária e cruel. Foram entre 400 e 475 desaparecidos políticos e 126 vítimas da guerrilha empreendida por organizações de esquerda.

É inegável que durante esse período foram criados as principais obras de Engenharia no país, e houveram alguns avanços na área da ciência e tecnologia (que o regime considerava estratégico). Como exemplo, podemos citar a Unicamp, que cresceu bastante no período e a própria Capes como conhecemos hoje, criada nesse período. Alguns do objetos do Observatório do Valongo foram adquiridos por acordos internacionais, deliberadamente pleiteados por alguns militares.
Na área espacial, tivemos a criação do Centro de Lançamento Barreira do Inferno (CLBI) e, portanto o 1º lançamento em território nacional, a criação do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço)
 e o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Também foi criada a noção da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), que pretende (até hoje!) criar 4 satélites com aplicações ambientais, desenvolver um veículo lançador de satélites e uma base espacial, tudo com tecnologia nacional.
Também é importante dizer dos avanços na tecnologia nuclear, numa disputa com a Argentina.
"O período de 1968-1974 foi marcado por três iniciativas para o desenvolvimento científico no país, são elas as reformas universitárias; a institucionalização da pós-graduação; a criação da carreira de dedicação exclusiva, portanto todas ligadas às universidades. Podemos perceber que essas iniciativas fixaram os pesquisadores aqui no país e aumentou significativamente o financiamento nas áreas da ciência e da tecnologia." [*]
No primeiro aniversário do golpe, 300 intelectuais (sendo 77 do Rio), muitos deles cientistas, assinaram um manifesto em apoio à "revolução", que foi publicado nos jornais. Entre os seus assinantes estavam o então reitor da UFRJ, o diretor do Instituto de Física e diversos pesquisadores de destaque da UFRJ, em particular da área das ciências da saúde.

Porém, a ciência brasileira perdeu muito também.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Explosão faz surgir estrela "nova" visível no céu

O surgimento de algum ponto brilhante no céu noturno sempre fascinou a humanidade, desde os primeiros registros que temos.
E atualmente, uma "nova estrela" surgiu no céu, na constelação de Sagitário (Arqueiro), sendo visível com pequenos binóculos ou até mesmo a olho nu, dependendo da luminosidade do local do observador. Compartilhe no Facebook

Você nunca sabe quando ou onde pode "surgir" uma estrela desse tipo. No domingo, dia 15 de março, John Seach, um caçador de estrelas desse tipo, da ilha de Chatsworth (Austrália), achou uma estrela de sexta magnitude brilhando através de três imagens tiradas pela sua câmera de patrulha DSLR, no asterisco Bule de Chá, da constelação Sagitário. Na noite anterior, a câmera não tinha gravado nada, para um limite de magnitude de 10.5.

Na manhã de ontem (domingo, dia 22) essa estrela "recém-descoberta" já estava com uma magnitude de 4.3. Isso é quase 2 magnitudes mais brilhante que na sua descoberta, na semanas passada! Atualmente é a mais brilhante estrela dentro do Chá de Bule, de Sagitário, e ganhou 0.3 magnitudes por dia, entre o dia 16 e 21. Ela parece ser a mais brilhante estrela do tipo Nova nessa constelação, pelo menos desde 1898. Acredita-se que a estrela progenitora tinha uma magnitude de 15 pontos.

Mas antes de continuar com a história dessa descoberta, vamos explicar o que é magnitude e o conceito de "nova". (Continue lendo para saber como observá-la)

quinta-feira, 19 de março de 2015

Três eventos astronômicos acontecerão no mesmo dia, uma rara coincidência

Imagine um dia que aconteça um eclipse total do Sol, uma SuperLua e o equinócio de outono; três fenômenos astronômicos que sempre chamam muita atenção do público. Esse dia tem data e os fenômenos já tem hora marcada. É amanha! Compartilhe no Facebook.
Este foi o primeiro artigo da parceria com Campuseiro's Club. Leia este artigo lá clicando aqui.
Embora pareça lógico que esses três fenômenos estejam intimamente ligados entre si, a verdade é que a influência de um sobre o outro é mínima, quase ilusória. É mais uma interessante coincidência, causada pelo movimento natural da Terra e da Lua explicada pela mecânica celeste.
Em breves palavras um eclipse solar acontece quando a Lua está entre a Terra e o Sol, bloqueando os raios solares de atingir o planeta. É sempre muito raro uma região presencial esse fenômeno, devido a a pequena extensão da sombra lunar projetada na Terra, mas é sem dúvida, o evento celeste periódico mais fascinante.
A SuperLua, praticamente um viral nas redes sociais, nada mais é do que o ponto da órbita lunar que o nosso satélite natural está mais próximo da Terra, às vezes também associado a lua cheia. Um evento cheio de histórias, que teve esse nome cunhado pelo astrólogo Richard Nolle (sim, astrólogo!). Veja a tabela de datas da SuperMoon e leia sua história.
Já o equinócio de outono dita o início dessa estação no hemisfério sul, marcando também uma data cheia de história (principalmente nas civilizações antigas) e o momento em que o dia e a noite tem a mesma duração
Segundo o The Independent, as próximas vezes que um eclipse solar ocorrerá ao mesmo tempo em que um equinócio serão em 2053 e 2072.
Eclipse solar 
Na sexta-feira pela manhã, a enorme sombra em formato elíptico da Lua, que terá 463 quilômetros de comprimento por 150 quilômetros de largura, começará a ser projetada no Atlântico Norte, um pouco ao sul da Groenlândia. Ela vai seguir uma trajetória semelhante a um semicírculo, passando entre a Islândia e o Reino Unido e depois seguindo até o Polo Norte. No caminho, ela encobrirá as ilhas dinamarquesas Faroé e, em seguida, o arquipélago de Svalbard, que pertence à Noruega.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Pela primeira vez, chegamos a um planeta anão. Dê um oi para Ceres

A sonda Dawn entrou hoje em órbita do planeta anão Ceres (dia 6), tornando-se a primeira sonda a orbitar um objeto dessa classificação. Depois de 7 anos e meio, e cerca de 5 milhões de km de viagem, podemos dizer que Dawn chegou em sua verdadeira casa.

E embora você pense que não há nada de interessante num planeta anão (que já foi classificado como planeta e depois asteroide), vou te mostrar que essa sonda ainda vai trazer muitas surpresas.

A entrada da sonda na órbita de Ceres ocorreu às 9h39min (horário de Brasília) e foi uma manobra sem muito risco, devido ao fato da sonda usar propulsores iônicos. Esses motores dão a sonda uma aceleração bem pequena (ela é impulsionada por jatos de íons acelerados) comparada aos outros foguetes convencionais, mas por causa disso, consomem muito pouco combustível e assim funcionam por anos. No final, a aceleração cedida é muito grande. Com a vantagem da sonda ser "manobrável" no espaço. No momento da manobra, a comunicação da sonda não foi recebida, pois ocorreu quando Ceres estava entre a Terra e a sonda Dawn. Compartilhe no Facebook.

A partir de agora serão 16 meses de exploração, com início completo no final de abril. A sonda ficará a 13,5 mil km de altitude. Mas, ao longo da missão, a sonda fará rasantes de até 400 km acima da superfície (essa é a altura da Estação Espacial, que está em órbita da Terra). A inserção orbital completa durará cerca de 2 semanas.

 - O que são os pontos brilhantes na sua superfície?
 - Existe a possibilidade de ter ou ter tido vida lá, devido a grande quantidade de gelo?
 - Por que Ceres não virou planeta?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Inscrições abertas para o Curso à Distância do Observatório Nacional 2015: Cosmologia

Um dos cursos mais esperados para os entusiastas em astronomia abriu INSCRIÇÕES hoje.

O curso à distância na área de astronomia, em nível de divulgação, é oferecido regularmente pela Divisão de Atividades Educacionais do Observatório Nacional. O seu principal objetivo é socializar o conhecimento científico por meio de um veículo eletrônico que hoje é usado por grande parte da população, a internet.
Entre no grupo de discussão do curso no FacebookVeja o site OFICIAL AQUI. Hoje os cursos a distância são uma importante ferramenta de inserção social, pois permitem que todas as camadas da população tenham acesso à informação científica, veiculada com uma linguagem simples.
Este curso é uma grande oportunidade para aproximar a ciência da sociedade.

Duração do curso
O curso de "Cosmologia" terá duração de 05 (cinco) meses, sendo iniciado no dia 09 de março de 2015 e encerrado no dia 10 de agosto de 2015. O curso é constituído de 10 (dez) módulos, num total de 60 capítulos.
Inscrição
Neste curso teremos uma nova forma de inscrição e emissão de certificados. As inscrições serão abertas no dia 27/02/2015 e permanecerão abertas até o final do último dia de prova (10/08/2015).
O curso não tem custos
Os cursos a distância, oferecidos pelo Observatório Nacional, são inteiramente grátis. Nenhuma taxa é cobrada aos participantes. O material produzido, disponibilizado no site, pode ser copiado (download) e impresso, desde que não seja publicado em outros meios ou vendido, o que caracteriza crime de propriedade intelectual.
O participante que receber qualquer mensagem ou sugestão que indique custos, deve enviar imediatamente uma cópia para daed@on.br para tomarmos as providências cabíveis.

HISTÓRIA DA COSMOLOGIA
Início 09 de março/2015, prova 24 a 27/abril/2015
CONHECENDO O UNIVERSO EM QUE VIVEMOS
Início 09 de março/2015, prova 24 a 27/abril/2015
A TEORIA RELATIVÍSTICA DA GRAVITAÇÃO E A NOVA VISÃO DO CONTEÚDO DO UNIVERSO
Início 28 de abril/2015, prova 29/maio/2015 a 01/junho/2015
O NOVO CONCEITO DE ESPAÇO E TEMPO E A TEORIA RELATIVÍSTICA DA GRAVITAÇÃO
Início 28 de abril/2015, prova 29/maio/2015 a 01/junho/2015
OS MODELOS COSMOLÓGICOS
Início 28 de abril/2015, prova 29/maio/2015 a 01/junho/2015
CONCEITOS FUNDAMENTAIS SOBRE A ESTRUTURA DA MATÉRIA
Início 28 de abril/2015, prova 29 a 01/junho/2015
A HISTÓRIA TÉRMICA DO UNIVERSO
Início 02 de junho/2015, prova 03 a 06/julho/2015
NEM TODOS ACEITAM O BIG BANG: AS TEORIAS ALTERNATIVAS
Início 02 de junho/2015, prova 03 a 06/julho/2015
GRAVITAÇÃO QUÂNTICA E OS PROBLEMAS DO ESPAÇO E DO TEMPO
Início 07 de julho/2015, prova 07 a 10/agosto/2015
NOVAS IDEIAS SOBRE O UNIVERSO
Início 07 de julho/2015, prova 07 a 10/agosto/2015




























sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Equação quântica prevê que o Big Bang não existiu

De acordo com cálculos estimados na teoria da Relatividade Geral, descrita por Albert Einstein no século XX, a idade do universo é de aproximadamente 13,8 bilhões de anos e compreendemos desde 1931, segundo o físico belga Georges Lemaître, que o universo foi formado a partir de uma única partícula a qual teria gerado o “Big Bang”, ou seja, tudo o que existe ocupou um único ponto infinitamente denso cuja singularidade expandiu-se até uma grande implosão (Big Bang), dando início ao universo.

Atualmente essa teoria é a mais aceita no meio científico, todavia ainda há questionamentos a respeito sobre o que ocorreu dentro desse único ponto ou que havia antes disso. Recentemente, dois físicos apresentaram um novo modelo que complementa a teoria da Relatividade Geral de Einstein, sugerindo que o universo pode ter existido sempre, isto é, não teve um começo e nem terá fim. Compartilhe no Facebook

Dois físicos teóricos, o egípcio Ahmed Farag Ali e o indiano Saurya Das, descrevem seu estudo baseando-se nas pesquisas do físico David Bohm, que também é conhecido por suas contribuições para a filosofia da física.

Em seu artigo, Ali e Das aplicam a trajetória quântica de Bohm a uma equação desenvolvida na década de 1950 pelo físico Amal Kumar Raychaudhuri, o qual também foi professor de Das quando ele era um estudante de graduação na década de 90. Ao revisar a equação de Raychaudhuri e as equações de Friedmann, que descrevem a expansão e evolução do universo (incluindo o Big Bang) baseando-se no contexto da relatividade geral, os cientistas utilizaram conhecimentos em fluidos de partículas e em teorias quânticas sobre a gravidade, e chegaram à conclusão de que: não há singularidade.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A relação entre o Carnaval e a Astronomia

A astronomia está presente no nosso cotidiano de forma mais intensa do que podemos imaginar. O nosso calendário e as datas de algumas famosas festividades se baseiam nos movimentos de nosso planeta e de nosso satélite natural, a Lua. Exemplos marcantes dessa relação são o Carnaval e a Páscoa. Para saber a data de início do Carnaval, necessitamos primeiro determinar a data do domingo de Páscoa. Vale ressaltar que o Clube de Astronomia Louis Cruls participou do carnaval de 2012, no Rio de Janeiro.
A Páscoa é uma das maiores festividades cristãs, celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Houve um longo debate, na Igreja Católica, para definir como seria determinado o dia da Páscoa. No Concílio de Niceia, realizado no ano 325, foram criadas as tabelas Eclesiásticas. Nessas tabelas, são definidas formas de determinar as datas de fenômenos astronômicos sem a necessidade de conhecimento de astronomia. Desse modo são definidas as fases da Lua (cheia, nova...) eclesiásticas (referem-se ao movimento de uma Lua imaginária, não tendo relação com as fases reais da Lua), e os equinócios e solstícios eclesiásticos. Utilizou-se como referência para essas escolhas o Ciclo Metônico. Compartilhe esse artigo no Facebook.

 O astrônomo ateniense Méton apresentou uma proposta para corrigir problemas em relação ao ajuste das datas dos fenômenos astronômicos nos calendários da época. O calendário que era usado em Atenas tinha 12 meses de 29 e 30 dias intercalados. O que totalizava 354 dias. Para manter a coincidência, entre o ano Solar e o Lunar, os gregos realizavam alguns ajustes. Méton determinou em 430 A. C. um período de 19 anos, com anos com 13 meses lunares, os anos 3, 6, 9, 11, 14, 17 e 19 (os famosos números áureos, festejados com bastante intensidade pelos gregos) e os demais com 12 meses. Essa escolha permitia uma boa coincidência com o ano Solar. Esse ciclo, conhecido como Ciclo Metônico, foi usado para os cômputos eclesiásticos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014 (Parte 2): o que marcou o ano na astronomia e na exploração espacial

Para finalizar nossa retrospectiva, vamos falar do maior feito do ano, o memorável pouso no cometa, e também de mais uma morte na exploração espacial. Não deixe de ler a 1ª parte da retrospectiva. Compartilhe no Facebook. Confira:
 - Brasileiro descobre anéis num asteroide
 - O histórico pouso no cometa
 - O 1º cometa brasileiro: uma controvérsia
 - Cometa passando por Marte
 - Os acidentes da exploração privada do espaço
 - Sonda indiana em orbita de Marte


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Pesquisadores criam HD Quântico com capacidade de armazenamento de dados por até seis horas

A Universidade Nacional da Austrália e a Universidade de Otago realizaram uma parceria nas pesquisas sobre sistemas de computação quântica e criaram um novo HD Quântico que, ao invés de constitui fibras ópticas comuns e lasers utilizados para armazenar as informações emaranhadas, possui lasers em estado quântico que permite salvar os dados por até seis horas.

Esse HD Quântico foi desenvolvido com os lasers embutidos em um átomo de európio, dentro de um cristal usado como matriz, sendo possível escrever e armazenar informações por meio de dois campos magnéticos, através do spin do átomo de európio. Vale ressaltar que um dos campos magnéticos fica oscilando e o outro fica estático, cuja estrutura se assemelha com os blocos magnéticos dos HD's comuns.

Todavia, se faz necessário perceber que o período de armazenamento ainda é curto, portanto os sistemas de computação quântica devem ser utilizados somente no futuro para a transmissão de dados de alto sigilo, onde mensagens podem ser enviadas para qualquer região do planeta sem deixar rastros digitais que permitam o rastreamento.

FONTES:
Imagem: Manjin Zhong, cientista na Escola de Investigação de Física e Engenharia (RSPE).

Texto: Australian National University: Quantum hard drive breakthrough.

E os artigos "Optically addressable nuclear spins in a solid with a six-hour coherence time" e "Quantum information: Spin memories in for the long haul", ambos publicados pela revista científica Nature.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014 (Parte 1): O que marcou o ano na astronomia e na exploração espacial

Ronaldo Mourão, ondas gravitacionais, Cubesat brasileiro, exoplanetas, Órion e explosões solares

 O ano que acabou nos reservou muitas notícias boas e algumas surpresas ruins. Perdemos o maior astrônomo que Brasil já teve, mas nunca estivemos tão perto de achar um planeta que seja parecido com o nosso. Veja abaixou a nossa 1ª parte da retrospectiva que fizemos:
 - A morte do maior astrônomo brasileiro: Ronaldo Mourão
 - Cápsula Orion
 - O 1º nanosatélite brasileiro
 - O primeiro exoplaneta potencialmente habitável do tamanho da Terra foi confirmado
 - Cientistas descobriram evidencias de ondas gravitacionais
 - A maior explosão solar dos ultimos 25 anos

sábado, 27 de dezembro de 2014

Johannes Kepler: o homem que colocou ordem nos planetas


o astrônomo que lançou as leis do movimento planetário

   Nesse fim de semana (sábado, dia 27) foi o aniversário de nascimento do astrônomo austríaco Johannes Kepler. A seguir um pouco de sua biografia e obra, que não podem ser dissociadas de Tycho Brahe, cujas observações foram cruciais para o desenvolvimento de seu trabalho.
     Em 11 de novembro de 1572, o astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, 25 anos, faz a primeira descoberta de uma supernova. Ao provar geometricamente que aquele objeto brilhante e novo no céu estava pelo menos tão distante da Terra quanto qualquer estrela, efetuou um marco contra o postulado da época de que o céu era um retrato da perfeição: eterno e imutável. Logo depois de escrever um livro sobre isso, ganhou o reconhecimento do rei da Dinamarca que o condecorou com um feudo onde ergueu um grande observatório. Nele desenvolveu seus próprios equipamentos e assim pôde observar com precisão melhor as órbitas celestes, do que qualquer astrônomo de seu tempo. Ele visava provar que todos os planetas giravam em torno do Sol, exceto a Terra. Achava o modelo heliocêntrico de Copérnico, um tanto romântico. Compartilhe no Facebook: http://migre.me/nOVC7
Suas observações chamaram atenção de Johannes Kepler, que aos 25 anos era professor de matemática na cidade Graz, na Áustria e muito interessado na ideia de Copérnico. Kepler queria provar sua teoria que relacionava as órbitas dos planetas a figuras geométricas, expressa em Mistério Cosmográfico-1596, para tanto acreditava que os dados de Tycho ajudariam.

Já Tycho precisava de um matemático bastante talentoso para interpretar suas observações. Só assim sua teoria poderia ser provada. Em 1600, o famoso astrônomo chamou Kepler para ser seu assistente. Um ano depois Tycho morre e Kepler herda seus manuscritos feitos em 38 anos de observações, nos quais se debruça pelos 20 anos seguintes. O planeta para o qual havia o maior número de dados era Marte. Kepler conseguiu determinar as diferentes posições da Terra após cada período sideral de Marte, e assim conseguiu traçar a órbita da Terra. Percebeu que essa órbita se aproximava muito de um círculo excêntrico, isto é, com o Sol um pouco afastado do centro. E rapidamente descobriu que uma elipse ajustava muito bem os dados, com a posição do Sol coincidindo com um dos focos.

A infância de Kepler foi muito conturbada e quase todas as informações sobre sua vida vem de um "horóscopo" genealógico, feito pelo próprio Kepler aos 26 anos. Filho de família pobre, ele descreveu o pai como "homem vicioso, inflexível, briguento e destinado a um péssimo fim". A mãe, que foi acusada de bruxaria e quase foi parar na fogueira, ele descrevia como "pequenina, delgada, faladeira e de mau-caráter". Ele foi doente, da infância até a sua morte: teve problemas de visão, de pele e intestinais.

Curiosamente, ele nunca foi um bom observador do céu, devido a sua visão múltipla. Trabalhou na infância, numa taverna e como operário agrícola. Talvez a única sorte de Kepler foi ter nascido num local onde a reforma luterana levou o ensino obrigatório. Assim, sua inteligência foi premiada, e na infância foi para um seminário e depois para a Universidade. Lá ele pretendia ser teólogo, mas logo foi levado para a astronomia, devido a influência de um grande astrônomo na época, o Maestlin.

Seu casamento também foi conturbado, ele descrevia a esposa como "de temperamento estúpido, mau humor, solitária e melancólica", e que nunca reconheceu o trabalho do marido. Por fim, ela morreu epilética e louca, depois de um de seus filhos morrer. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Como seria a Terra Média vista do espaço?

Terra do Hobbit e Senhor dos Anéis

Os mapas da Terra Média, desenhados à mão por J.R.R. Tolkien, há muito tempo alimentaram a imaginação dos leitores sobre a terra dos Hobbits, magos e elfos. Agora, um grupo de cartógrafos e programadores dinamarqueses estão imaginando como esse mundo poderia ser visto em escala planetária. Imagine ver o Olho de Sauron (abaixo) ou observar de perto da casa de Bilbo?

Projeto Terra-Media é um esforço colaborativo para criar um modelo digital completo da Terra Média, que poderá ser explorada virtualmente a pé ou em altas altitudes. Os colaboradores estão usando o software de engenharia gráfica Outerra para colocar as florestas, campos, e rios em sua Terra Média digital e você pode baixar uma versão demo, que eles lançaram no ano passado. Compartilhe no Facebook: http://migre.me/nAx5t

 Como diz a FastCo Design, esse projeto ainda está em andamento, por isso ainda está longe de ser uma cópia digital completa e fiel da Terra Média. Por exemplo,segundo Tolkien, a Terra de Mordor é uma terra árida, quase inabitável preenchida com lava e cinzas; mas o software o projetou como um deserto. Mas o projeto já inclui algumas imagens que nos permitem imaginar como a Terra Média seria vista do espaço.

(Continue lendo...)