segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Morre Sir Patrick Moore, um dos maiores divulgadores da astronomia

Apresentador que mais tempo esteve a frente de um programa de TV 


Morreu ontem (dia 9), o astrônomo britânico Patrick Moore, considerado um dos maiores divulgadores e entusiastas da moderna astronomia, ganhando da realeza britânica o título de "Sir" em 2001 (cavaleiro da Ordem do Império Britânico).

Ele apresentou o "The Sky at Night", programa inovador da BBC, durante 55 anos, o que fez dele o apresentador que mais tempo esteve à frente de um mesmo programa na história da televisão mundial. Sua aparência antiquada e sua fala rápida cativaram os telespectadores e seduziram a imaginação de futuros astrônomos. Ele tinha 89 anos e morreu de causa não divulgada, em sua casa (em West Sussex).

Em seu obituário, o jornal The Daily Telegraph colocou que Moore acreditava ser a única pessoa que conheceu "o primeiro homem a voar" (segundo o jornal... Orville Wright), o primeiro homem a ir para o espaço (o russo Yuri Gagarin) e o primeiro homem a chega à Lua (o recém-falecido astronauta Neil Armstrong).



"Ele estava no ar antes mesmo de irmos ao espaço, e testemunhou uma mudança no nosso entendimento sobre o universo", afirmou à BBC a cientista espacial britânica Maggie Aderin-Pocokc.
"Patrick simplesmente se sentava diante da câmera durante um episódio inteiro... e falava sobre uma constelação, sobre as estrelas, seus nomes, sua história. Era fascinante, e o melhor exemplo de comunicação e de um especialista compartilhando seu entusiasmo que eu já conheci.", declarou o astrônomo britânico David Whitehouse ao canal Sky News.
"Ao longo dos últimos anos, Patrick, uma inspiração para gerações de astrônomos, venceu vários episódios de doença e continuou a escrever e trabalhar intensamente, mas desta vez, seu corpo estava fraco demais para combater a infecção que se instalou há algumas semanas," afirma o comunicado, assinado por vários colegas de trabalho e pesquisadores, incluindo o guitarrista do Queen Brian May, que também é astrofísico e escreveu um livro em conjunto com Moore.
May classificou Moore como insubstituível: "Patrick será pranteado por muitos que o consideravam um tio carinhoso, e por todos que amavam a deliciosa perspicácia e clareza de seu texto, ou apreciava sua persona excêntrica na vida pública".

Ele ajudou a mapear a Lua, inspirou gerações de observadores das estrelas em décadas de transmissões de TVe exibiu, ao vivo, as primeiras imagens do lado escuro da Lua.

Embora não tivesse formação universitária como astrônomo, ele se tornou um autodidata sobre o tema, que o entusiasmou desde a infância.

Suas dezenas de livros foram escritos com uma máquina de escrever de 1908 que ganhou de presente quando tinha oito anos de idade. Sempre disse que queria ser astronauta e viajar ao espaço, mas que não tinha condições de saúde para isso - brincava que era tão gordo que precisaria de um foguete especial.

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