quinta-feira, 19 de março de 2015

Três eventos astronômicos acontecerão no mesmo dia, uma rara coincidência

Imagine um dia que aconteça um eclipse total do Sol, uma SuperLua e o equinócio de outono; três fenômenos astronômicos que sempre chamam muita atenção do público. Esse dia tem data e os fenômenos já tem hora marcada. É amanha! Compartilhe no Facebook.
Este foi o primeiro artigo da parceria com Campuseiro's Club. Leia este artigo lá clicando aqui.
Embora pareça lógico que esses três fenômenos estejam intimamente ligados entre si, a verdade é que a influência de um sobre o outro é mínima, quase ilusória. É mais uma interessante coincidência, causada pelo movimento natural da Terra e da Lua explicada pela mecânica celeste.
Em breves palavras um eclipse solar acontece quando a Lua está entre a Terra e o Sol, bloqueando os raios solares de atingir o planeta. É sempre muito raro uma região presencial esse fenômeno, devido a a pequena extensão da sombra lunar projetada na Terra, mas é sem dúvida, o evento celeste periódico mais fascinante.
A SuperLua, praticamente um viral nas redes sociais, nada mais é do que o ponto da órbita lunar que o nosso satélite natural está mais próximo da Terra, às vezes também associado a lua cheia. Um evento cheio de histórias, que teve esse nome cunhado pelo astrólogo Richard Nolle (sim, astrólogo!). Veja a tabela de datas da SuperMoon e leia sua história.
Já o equinócio de outono dita o início dessa estação no hemisfério sul, marcando também uma data cheia de história (principalmente nas civilizações antigas) e o momento em que o dia e a noite tem a mesma duração
Segundo o The Independent, as próximas vezes que um eclipse solar ocorrerá ao mesmo tempo em que um equinócio serão em 2053 e 2072.
Eclipse solar 
Na sexta-feira pela manhã, a enorme sombra em formato elíptico da Lua, que terá 463 quilômetros de comprimento por 150 quilômetros de largura, começará a ser projetada no Atlântico Norte, um pouco ao sul da Groenlândia. Ela vai seguir uma trajetória semelhante a um semicírculo, passando entre a Islândia e o Reino Unido e depois seguindo até o Polo Norte. No caminho, ela encobrirá as ilhas dinamarquesas Faroé e, em seguida, o arquipélago de Svalbard, que pertence à Noruega.
São as únicas povoações humanas que poderão ver 100% do eclipse. No entanto, outras localidades próximas também vão estar em condições favoráveis, sobretudo os países britânicos e nórdicos. Na Europa, em geral, será possível ver de 50 a 99% do diâmetro do Sol eclipsado, de acordo com a cidade. Esta tabela mostra dados detalhados, como horário e magnitude, para cada lugar. O norte da África e alguns locais da Ásia e Atlântico também poderão ver um pouco do evento (confira a tabela). Confira o vídeo com a trajetória do eclipse aqui.


Apesar de não estarem na rota da sombra, os brasileiros ainda podem apreciar o eclipse através desta transmissão do site Slooh. Se você estiver em alguma área contemplada, lembre-se: nunca olhe para o Sol sem equipamentos de proteção! Isso pode causar danos permanentes à visão.

Superlua 
A órbita da Lua não é perfeitamente circular, por isso existe um ponto em que o astro fica consideravelmente mais próximo da Terra – fazendo com que pareça bem maior no céu. Quando o perigeu lunar coincide com a lua cheia, o evento torna-se muito bonito de se observar a olho nu. 

Infelizmente, no perigeu desta sexta-feira (20), o terceiro do ano, a Lua estará em fase nova, portanto não será visível. Ele ocorrerá 13,5 horas antes do eclipse, e a proximidade do satélite natural promete influenciar, de maneira mínima, as dimensões da sombra projetada.

Equinócio de outono 
Os equinócios e solstícios são conhecidos desde a Antiguidade e sempre foram celebrados por diversas culturas. Eles estão relacionados com o eixo da Terra: durante o equinócio de outono (ou de primavera, no Hemisfério Norte) a Terra recebe os raios do sol perfeitamente perpendiculares à superfície. Por este motivo, nesta sexta-feira, o dia e a noite terão a mesma quantidade de horas. Depois do evento, os dias começam a ficar mais curtos aqui no Hemisfério Sul, conforme vamos caminhando para o inverno, e mais longos no Hemisfério Norte, que se aproxima do verão.



Fonte:
Revista Galileu (com alterações)

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