quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Investimento sem paralelo na história da astronomia brasileira: Brasil no ESO

Conforme a expectativa do governo, foi assinado no Ministério da Ciência e Tecnologia, o documento que formaliza o acordo para a entrada do Brasil no ESO (Observatório Europeu do Sul).
É a última iniciativa de vulto promovida por Sergio Rezende no comando do ministério. Agora, o acerto será enviado ao Congresso para que possa entrar em vigor. Estima-se que o Brasil gastará cerca de R$ 555 milhões nos próximos 11 anos para se tornar membro do consórcio europeu.
Será o primeiro país fora da União Europeia a se juntar ao grupo (fora o Chile, que abriga os telescópios). , Mas há um risco envolvido, no ESO todos os projetos de pesquisa são aprovados com base no mérito, e não há tempo de observação garantido para os países-membros.

Telescópio Apex, no deserto de Atacama (Chile), que faz parte do projeto do Eso. (AFP)
(CONTINUA...)

VALE A PENA?
Há quem acredite que o Brasil meramente bancará estudos estrangeiros, embora a maioria da comunidade astronômica nacional aposte na competitividade de seus trabalhos como trunfo para fazer uso das instalações.
O custo do acordo cresce com o tempo, até atingir o mesmo nível de investimento dos europeus, em 2021.
"A gente, quando entra em algo de risco, tem de entrar confiante de que as coisas vão continuar melhorando", disse Rezende, que aposta que não devem faltar recursos para que o país honre o compromisso. "Estamos falando de dez anos. Nos últimos dez anos, o orçamento da ciência brasileira se multiplicou por quase oito."
A entrada do Brasil no ESO também é comemorada pelos astrônomos como um elo com os poderosos telescópios gigantes da próxima geração, que estão agora em fase de planejamento.
Dos três principais projetos internacionais, o GMT (Telescópio Gigante Magalhães), o TMT (Telescópio de Trinta Metros) e o E-ELT (Telescópio Extremamente Grande Europeu), o ESO tem mais vínculos com esse último, que terá um espelho de 42 metros e deve ser inaugurado em uma década.
Fonte: Folha On Line (com modificações).

Um comentário:

  1. Olá, Otávio!
    A Comunidade Brasileira de Astronomia já está motivada? Então, sai da frente! O brasileiro tem esse jeito de "demorar" para fazer as coisas, mas, uma vez motivado, assistido, desafiado e interessado não tem prá ninguém! Pode se preparar para a enxurrada de projetos importantes e de trabalhos excelentes. Aposto!
    [1]!!!!!

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