sábado, 12 de março de 2011

Ônibus espacial Discovery pousa nos EUA após última missão

O ônibus espacial Discovery encerrou com êxito uma viagem de 13 dias com um pouso tranquilo na Flórida nesta quarta-feira, colocando fim a uma história de 27 anos como a nave mais usada em missões pela Nasa, enquanto a agência espacial norte-americana se prepara para um futuro incerto.
Sob a liderança do comandante Steven Lindsey, o Discovery pousou às 13h57 (horário de Brasília) após missão de entrega de carga e construção na Estação Espacial Internacional.


O Discovery acumulou 365 dias em órbita em suas 39 missões. O ônibus será preparado para ser exposto no museu Smithsonian de aviação nacional e espacial nos Estados Unidos.
Os ônibus Endeavour e Atlantis terão suas missões finais em abril e junho, respectivamente, levando o detector de partículas Alpha, orçado em 2 bilhões de dólares, e produtos que irão manter a estação por um ano.
A Estação Espacial Internacional é um projeto de 100 bilhões de dólares entre 16 países e está em construção desde 1998 a 350 quilômetros da Terra.
Duas outras naves foram destruídas em acidentes. O Challenger foi destruída sobre o oceano Atlântico pouco depois de decolar em 28 de janeiro de 1986, matando sete astronautas. O Columbia se desintegrou ao reentrar na atmosfera da Terra sobre o Texas em 1o de fevereiro de 2003, matando outros sete astronautas.
Os EUA estão encerrando seu programa com ônibus espaciais após 30 anos devido aos altos custos operacionais e para abrir fundos para iniciar trabalhos em novas naves que possam viajar à Lua, asteróides e outros destinos além da órbita da Estação. O Congresso norte-americano, no entanto, ainda não alocou os recursos para os novos programas.
Durante sua missão final, o Discovery --o mais antigo ônibus espacial da Nasa em operação-- levou um depósito e laboratório e uma plataforma exterior para a realização de reparos na estação.
Levou também toneladas de produtos e equipamentos científicos, incluindo um protótipo de robô humanóide construído em parceria com a General Motors.
Os EUA dependerão agora do governo russo para enviar astronautas à estação, embora espere comprar viagens de empresas comerciais, caso alguma desenvolva tal capacidade.
Os envios de carga serão realizados por Rússia, Europa e Japão e por duas empresas norte-americanas --a Space Exploration Technologies e a Orbital Sciences Corp.
(Reportagem de Irene Klotz)

Fonte: Estadão Online.

Um comentário:

  1. Olá, Otávio!
    Imagino que, mesmo para um país tão poderoso econômica mente como é os EUA, diante de projetos como o da exploração tripulada ao planeta Marte, tenha que desativar o projeto de construção de novos ônibus espaciais e também, como está fazendo agora, aposentando os remanescentes. Não sendo isso, a outra causa seria que eles estariam assegurando a sustentabilidade da máquina de guerra, a qual consome uma enormidade de dinheiro. É o que me parece, para que essas naves tão úteis não sejam mais utilizadas!
    Um abraço!!!!!

    ResponderExcluir