terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cientista da 'bactéria extraterrestre' fala pela 1ª vez

O que deveria ser o ponto alto da carreira de uma brilhante cientista, transformou-se no início do fim de sua vida acadêmica. Estou falando de Felisa Wolfe-Simon, cientista da NASA responsável por uma das descobertas mais revolucionárias da década.
Em dezembro do ano passado, numa conferência da NASA, a cientista anunciou que bactérias de um lago da Califórnia eram capazes de substituir o elemento fósforo de seu DNA por arsênio. Isso é revolucionária porque todos os seres vivos são formados por 6 elementos (oxigênio, hidrogênio, carbono, fósforo, enxofre e nitrogênio) e essa bactéria têm a capacidade de substituiur um deles. Isso abriria novos horizontes na procura por vida extraterrestre e no próprio estudo da vida. Leia o anúncio da conferência da NASA, sobre a descoberta da nova forma de vida (um dos artigos mais lidos deste blog) e as críticas ao artigo.
Depois desse anúncio, a comunidade científica dividiu-se: alguns a apoiaram e outros publicaram duras críticas ao trabalho. Wolfe-Simon disse que só responderia às críticas que tivessem sido submetidas ao processo de revisão de um artigo científico. Agora, quase 1 ano depois, a cientista fala pela primeira vez.
A entrevista foi publicada pela Popular Science, pelo jornalista Tom Clynes.
Clynes foi com ela ao lago Mono (na Califórnia) e visitou as instalações onde foram realizados os experimentos. Ele contou como surgiu a hipótese de substituição do arsênio por fósforo e deu detalhes sobre como foi o processo de revisão pela Science.
O retrato que fica é o de uma pesquisadora que foi vítima do circo de mídia montado pela Nasa para divulgar a descoberta e abandonada pela agência espacial após a polêmica. No primeiro semestre, ela foi dispensada do laboratório de Ronald Oremland, que a acolhera e estimulara a investigar sua hipótese. “Ainda acho que a ciência é a coisa mais legal do mundo”, disse ela a Clynes. “Mas é bem possível que minha carreira tenha acabado.”
O artigo completo (em inglês) está na revista Popular Science e no Brasil foi publicado um artigo na Revista Piauí (do Estado de S.Paulo).
Tom Clynes (Popular Science)

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