quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Lua Mutante: campanha pretende mostrar mudança na inclinação da Lua

CAMPANHA DE OBSERVAÇÃO

Você sabia que a Lua aparece "diferente" para observadores em diferentes pontos do globo terrestre?

É isso que pretende mostrar um projeto chamado "Lua Mutante", e que esse ano será desenvolvido aqui no Brasil pelo Clube de Astronomia Louis Cruls, em parceria com o Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas. 

O objetivo principal do projeto é o intercâmbio de experiências entre os observadores de distintos países na observação das fases da Lua e a percepção da mudança da inclinação da parte iluminada da Lua no mesmo dia quando observada de latitudes diferentes. O projeto será realizado nos dias 27, 28 e 29 de novembro. 

Abaixo um exemplo de como ela é observada em diferentes regiões da Terra, no mesmo dia e a mesma altura do horizonte:

A ideia consiste em fotografar ou desenhar a Lua nesses dias quando ela estiver a uma altura aproximada de 30 graus acima do horizonte, antes de se pôr.

Você também pode participar desse evento, nos enviando sua fotografia e/ou desenho, com seu nome, cidade e hora em que observou. Envie para o e-mail: otavio_jardim_angelo@hotmail.com ou pela nossa página no Facebook.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Papa Francisco: Big Bang não contradiz cristianismo. Uma análise filosófica e histórica.

UMA ANÁLISE FILOSÓFICA E HISTÓRICA

O papa Francisco afirmou semana passada (dia 27), na Pontifícia Academia das Ciências, em Roma, a acadêmicos que as teorias do Big Bang e da Evolução são reais, não contradizem o cristianismo e fazem parte dos planos divinos. “O Big Bang não contradiz a intervenção criadora, mas a exige”, disse. "O desenvolvimento de cada criatura não contrasta com o conceito de criação, pois a evolução pressupõe a criação de seres que evoluem." O pontífice criticou a interpretação das pessoas que leem o Gênesis e entendem que Deus agiu “como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas”. Compartilhe no Facebook: http://migre.me/mHQVv

A notícia em questão, ilustra uma disposição no meio teológico, de repensar sobre a necessidade de tantos contrastes entre ciência e religião. Por muito tempo, esses dois meios de conhecimento tentaram anular um ao outro para se propagarem. Teorias como a da Geração Espontânea, que defendiam que os seres pequenos eram gerados instantaneamente pelo ‘fluido vital’ e não pela reprodução, já foram completamente descartadas já no séc. XIX por Louis Pasteur. Mas ainda atualmente, a Teoria da Criação Instantânea digladia com a Teoria do Big Bang, e a Teoria do Desing Inteligente compete por espaço com a Teoria Sintética da Evolução (neodarwinismo).

Em 2005, o ex presidente dos EUA, George W. Bush tentou impor nas escolas o ensino do Desing Inteligente e a proibição do ensino do moderno evolucionismo. Esta primeira, defende que o homem foi criado inicialmente como é hoje, e é fruto de uma análise literal do livro da criação do cristianismo somado á uma tentativa de dar um status de ciência á ela. Seus defensores desenvolveram uma análise superficial e otimista do funcionamento dos seres biológicos, que os fariam indicar uma perfeição dos seres vivos que lembrasse a perfeição de Deus. No entanto, fatos diversos, como a inviabilidade da desembocamento da linfa (líquido cheio de impurezas coletadas do corpo) no coração, para a saúde humana, derruba rapidamente essa pseudociência. Contudo recentemente, a fim de propagar as revelações da Gênesis, sem afirmar condenar a ciência, teólogos como o atual representante da Igreja Católica fazem uma reinterpretação do livro sagrado cristão. Nesta, a instantaneidade com que se fez o homem e o universo, citada no livro, não é algo relacionado á temporalidade, nem mesmo á ausência de processos intermediários, mas sim à facilidade de concepção ‘mental’ de um ‘projeto’ por um Deus atemporal. Isto não é provado nem negado pela ciência. Contudo, em 2005, o colaborador próximo de Bento XVI, Cardeal Schoenborn defendeu que “a evolução no sentido da ancestralidade comum pode ser verdade, mas a evolução no sentido neo-darwinista - um processo não planejado e sem guia - não é”.

Ele defende essa posição, explicando que o neodarwinismo é insuficiente para explicar toda a complexidade dos sistemas biológicos. Sabe-se que mesmo para Darwin e os atuais geneticistas, tanto o surgimento dos primeiros germens quanto as concepções de seres vivos atuais, estão ainda envoltos de um grande mistério no qual se esbarra a limitação das conhecidas regras que regem a vida. Mas, se existem forças desconhecidas e matérias não detectadas ainda pelos nossos equipamentos, sob o comando de uma inteligência capaz de agir sobre os seres vivos de forma a criar o principio da vida e até mesmo induzir algumas mutações, não se pode provar cientificamente ainda, muito menos ser reafirmado pelo neodarwinismo (já que este parte da premissa da aleatoriedade das mutações, podendo apenas ser estimuladas for fatores ambientais como radiação por ex.). Ou seja, a Teoria Sintética da Evolução, não pode reafirmar o “Novo Design Inteligente”, pelo contrário: é a sua insuficiência em explicar o princípio da vida, que torna convidativa uma especulação metafísica sobre fenômenos físicos desconhecidos com possíveis causas inteligentes.

Além de sobre criação do ser, há uma revisão teológica a respeito da criação de todo o universo. A Teoria do Big Bang, que por muito tempo foi combatida pelos cristãos, tem nos seus fundamentos matemáticos a teoria geral de Albert Einstein da relatividade, juntamente com as teorias padrão de partículas fundamentais, e visa explicar como o universo deve ter surgido de um evento violento, ocorrido á aproximadamente 13,8 bilhões de anos atrás. Essa teoria se desenvolveu a partir da descoberta, em 1929 por Edwin Hubble, de que o Universo está em em expansão de modo que as galáxias ao redor da Via Láctea estão se afastando, cada uma com uma velocidade proporcional à sua distância desta. Logo percebeu-se que deve ter havido um instante no tempo, quando todo o Universo estava contido em um único ponto no espaço. Atualmente, experimentos que investigam a primeira fração de segundo da existência do universo, indicam que ele de fato, passou por uma expansão explosiva em seus momentos iniciais, sem que a gravidade o consumisse nos seus primeiros instantes. Eles se baseiam na análise da radiação cósmica de fundo. Mas agora, muitos pensadores de diversas religiões atuais, anunciam não acreditarem que a Biblia tentou explicar literalmente como o universo surgiu tal como é hoje, e que, portanto não rejeitam a Teoria do Big Bang. Acreditam que as revelações bíblicas tratam na verdade, apenas da concepção consciente da criação antes que ela acontecesse, e de sua finalidade para seu criador.