terça-feira, 15 de julho de 2014

Curiosity encontra meteorito em Marte

Fato é relativamente raro

Esta rocha encontrada pelo jipe-robô Curiosity, da NASA, é um meteorito de ferro chamado de "Líbano", semelhante em forma e brilho aos meteoritos de ferro encontrados em Marte pela geração anterior de rovers: Spirit e Opportunity, que estão no planeta vermelho. O Líbano tem cerca de 2 metros de largura (da esquerda para a direita, a partir deste ângulo). A peça menor no primeiro plano é chamado de "Líbano B". Compartilhe no Facebook: http://migre.me/kugNw

A imagem mostrada é uma composição de uma série de imagens circulares de alta resolução tiradas pelo Remote Micro-Imager (RMI) da ChemCam do Curiosity. As imagens compostas foram tiradas durante o dia marciano de nº 640 de trabalho do Curiosity em Marte (25 de maio de 2014).

A imagem mostra cavidades em forma angular sobre a superfície da rocha. Uma explicação possível para isso é o resultado da erosão ao longo das fronteiras cristalinas no interior do ferro do meteorito. Outra possibilidade é que essas cavidades continham cristais de olivina (que podem ser encontradas em um tipo raro de meteoritos chamados pallasites), cristais esses que podem ter sido formados perto da fronteira manto-núcleo dentro de um asteroide.

terça-feira, 1 de julho de 2014

1º nanosatélite brasileiro foi enviado ao espaço

1º CUBESAT BRASILEIRO JÁ ESTÁ EM ÓRBITA


Atualização (29 de out): os primeiros problemas são com a tensão da bateria do nanosatélite, e podem impedir que ele tenha uma missão completa, veja a notícia aqui.

O Programa Espacial Brasileiro (PEB) teve um importante avanço em meados do mês passado. O país enviou ao espaço o primeiro nanosatélite totalmente projetado e fabricado no Brasil. Esses tipos de satélites pertencem a uma nova tendência do mercado aerospacial por serem pequenos e baratos.

Chamado de NanosatC-BR1 (ou NCBR1), ele foi lançado na missão "ISILaunch 07" às 16h11 (horário de Brasília) da quinta-feira (dia 19) da base de Yasny, na Rússia, pelo foguete Dnepr. Para ilustrar a importância desse feito, desde 2007 este foi o primeiro satélite brasileiro lançado ao espaço com sucesso e que funciona, quando do lançamento do CBERS-2B. Junto com o nosso cubesat, na mesma missão foram lançados 36 cubesats e cerca de 4 ou 5 satélites de maior porte, o maior deles com cerca de 300 kg. Eles foram ejetados da plataforma do ultimo estagio do foguete quando estavam em cima do oceano Índico, 21 minutos após o lançamento, próximo a Madagascar, como pode-se ver na imagem:

Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Otávio Durão e Nelson Schuch, estavam na base russa para acompanhar o lançamento. O NanosatC-Br1 está numa órbita terrestre baixa, à 610 km de altitude, em orientação polar. Junto com ele, sempre passam também no céu o QB50P1 e o QB50P2, outros dois nanosatélites que foram enviados ao espaço na mesma missão.

CubeSats, são satélites que possuem forma cúbica de 10 cm de aresta, e massa de no máximo 1,33 kg, segundo a padronização criada e desenvolvida pela Cal Poly e pela Universidade de Stanford. Os nanosatélites por sua vez, podem ter até 10 kg. Para resumir, apresento abaixo como os satélites são catalogados segundo seu peso, lembrando que o diferencial dos Cubesats é (além do peso citado), sua forma cúbica:
- Grandes satélites: peso maior que 1000 kg;
- Satélites médios: peso entre 500 e 1000 kg;
- Mini satélites: peso entre 100 e 500 kg;
- Microsatélites: peso entre 10 e 100 kg;
- Nanosatélites: peso entre 1 e 10 kg;
- Picosatélite: peso entre 0,1 e 1 kg;
- Femtosatélite: peso menor a 100 g.

Os primeiros sinais do nanosatélite foram recebidos na estação em Santa Maria (RS), no Centro Regional Sul (CRS) do INPE. Posteriormente, radioamadores em vários países confirmaram a recepção dos sinais. O radioamador Paulo PV8DX, de Boa Vista (RR), disponibilizou o vídeo com o som da primeira passagem do NanosatC-Br1 pelo Brasil. Em outro vídeo, ele mostra que o Modo de Telemetria em Código Morse do NanosatC-Br1 foi substituído pelo Modo digital BPSK, e que além da telemetria (coordenadas, tensão de bateria, painel solar etc...) está também sendo enviado os dados da carga útil. 

O NanosatC-Br1 custou cerca de R$ 800 mil, incluído aí o custos de projeto, fabricação e lançamento. Segundo Otávio Durão (gerente do projeto na sede do INPE), seria possível promover uma missão lunar nesses moldes por cerca de US$ 10 milhões — o mesmo preço que consumiu a primeira viagem tripulada nacional ao espaço, feita por Marcos Pontes em 2006.
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