sábado, 27 de dezembro de 2014

Johannes Kepler: o homem que colocou ordem nos planetas


o astrônomo que lançou as leis do movimento planetário

   Nesse fim de semana (sábado, dia 27) foi o aniversário de nascimento do astrônomo austríaco Johannes Kepler. A seguir um pouco de sua biografia e obra, que não podem ser dissociadas de Tycho Brahe, cujas observações foram cruciais para o desenvolvimento de seu trabalho.
     Em 11 de novembro de 1572, o astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, 25 anos, faz a primeira descoberta de uma supernova. Ao provar geometricamente que aquele objeto brilhante e novo no céu estava pelo menos tão distante da Terra quanto qualquer estrela, efetuou um marco contra o postulado da época de que o céu era um retrato da perfeição: eterno e imutável. Logo depois de escrever um livro sobre isso, ganhou o reconhecimento do rei da Dinamarca que o condecorou com um feudo onde ergueu um grande observatório. Nele desenvolveu seus próprios equipamentos e assim pôde observar com precisão melhor as órbitas celestes, do que qualquer astrônomo de seu tempo. Ele visava provar que todos os planetas giravam em torno do Sol, exceto a Terra. Achava o modelo heliocêntrico de Copérnico, um tanto romântico. Compartilhe no Facebook: http://migre.me/nOVC7
Suas observações chamaram atenção de Johannes Kepler, que aos 25 anos era professor de matemática na cidade Graz, na Áustria e muito interessado na ideia de Copérnico. Kepler queria provar sua teoria que relacionava as órbitas dos planetas a figuras geométricas, expressa em Mistério Cosmográfico-1596, para tanto acreditava que os dados de Tycho ajudariam.

Já Tycho precisava de um matemático bastante talentoso para interpretar suas observações. Só assim sua teoria poderia ser provada. Em 1600, o famoso astrônomo chamou Kepler para ser seu assistente. Um ano depois Tycho morre e Kepler herda seus manuscritos feitos em 38 anos de observações, nos quais se debruça pelos 20 anos seguintes. O planeta para o qual havia o maior número de dados era Marte. Kepler conseguiu determinar as diferentes posições da Terra após cada período sideral de Marte, e assim conseguiu traçar a órbita da Terra. Percebeu que essa órbita se aproximava muito de um círculo excêntrico, isto é, com o Sol um pouco afastado do centro. E rapidamente descobriu que uma elipse ajustava muito bem os dados, com a posição do Sol coincidindo com um dos focos.

A infância de Kepler foi muito conturbada e quase todas as informações sobre sua vida vem de um "horóscopo" genealógico, feito pelo próprio Kepler aos 26 anos. Filho de família pobre, ele descreveu o pai como "homem vicioso, inflexível, briguento e destinado a um péssimo fim". A mãe, que foi acusada de bruxaria e quase foi parar na fogueira, ele descrevia como "pequenina, delgada, faladeira e de mau-caráter". Ele foi doente, da infância até a sua morte: teve problemas de visão, de pele e intestinais.

Curiosamente, ele nunca foi um bom observador do céu, devido a sua visão múltipla. Trabalhou na infância, numa taverna e como operário agrícola. Talvez a única sorte de Kepler foi ter nascido num local onde a reforma luterana levou o ensino obrigatório. Assim, sua inteligência foi premiada, e na infância foi para um seminário e depois para a Universidade. Lá ele pretendia ser teólogo, mas logo foi levado para a astronomia, devido a influência de um grande astrônomo na época, o Maestlin.

Seu casamento também foi conturbado, ele descrevia a esposa como "de temperamento estúpido, mau humor, solitária e melancólica", e que nunca reconheceu o trabalho do marido. Por fim, ela morreu epilética e louca, depois de um de seus filhos morrer. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Como seria a Terra Média vista do espaço?

Terra do Hobbit e Senhor dos Anéis

Os mapas da Terra Média, desenhados à mão por J.R.R. Tolkien, há muito tempo alimentaram a imaginação dos leitores sobre a terra dos Hobbits, magos e elfos. Agora, um grupo de cartógrafos e programadores dinamarqueses estão imaginando como esse mundo poderia ser visto em escala planetária. Imagine ver o Olho de Sauron (abaixo) ou observar de perto da casa de Bilbo?

Projeto Terra-Media é um esforço colaborativo para criar um modelo digital completo da Terra Média, que poderá ser explorada virtualmente a pé ou em altas altitudes. Os colaboradores estão usando o software de engenharia gráfica Outerra para colocar as florestas, campos, e rios em sua Terra Média digital e você pode baixar uma versão demo, que eles lançaram no ano passado. Compartilhe no Facebook: http://migre.me/nAx5t

 Como diz a FastCo Design, esse projeto ainda está em andamento, por isso ainda está longe de ser uma cópia digital completa e fiel da Terra Média. Por exemplo,segundo Tolkien, a Terra de Mordor é uma terra árida, quase inabitável preenchida com lava e cinzas; mas o software o projetou como um deserto. Mas o projeto já inclui algumas imagens que nos permitem imaginar como a Terra Média seria vista do espaço.

(Continue lendo...)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Lua Mutante: campanha pretende mostrar mudança na inclinação da Lua

CAMPANHA DE OBSERVAÇÃO

Você sabia que a Lua aparece "diferente" para observadores em diferentes pontos do globo terrestre?

É isso que pretende mostrar um projeto chamado "Lua Mutante", e que esse ano será desenvolvido aqui no Brasil pelo Clube de Astronomia Louis Cruls, em parceria com o Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas. 

O objetivo principal do projeto é o intercâmbio de experiências entre os observadores de distintos países na observação das fases da Lua e a percepção da mudança da inclinação da parte iluminada da Lua no mesmo dia quando observada de latitudes diferentes. O projeto será realizado nos dias 27, 28 e 29 de novembro. 

Abaixo um exemplo de como ela é observada em diferentes regiões da Terra, no mesmo dia e a mesma altura do horizonte:

A ideia consiste em fotografar ou desenhar a Lua nesses dias quando ela estiver a uma altura aproximada de 30 graus acima do horizonte, antes de se pôr.

Você também pode participar desse evento, nos enviando sua fotografia e/ou desenho, com seu nome, cidade e hora em que observou. Envie para o e-mail: otavio_jardim_angelo@hotmail.com ou pela nossa página no Facebook.


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Papa Francisco: Big Bang não contradiz cristianismo. Uma análise filosófica e histórica.

UMA ANÁLISE FILOSÓFICA E HISTÓRICA

O papa Francisco afirmou semana passada (dia 27), na Pontifícia Academia das Ciências, em Roma, a acadêmicos que as teorias do Big Bang e da Evolução são reais, não contradizem o cristianismo e fazem parte dos planos divinos. “O Big Bang não contradiz a intervenção criadora, mas a exige”, disse. "O desenvolvimento de cada criatura não contrasta com o conceito de criação, pois a evolução pressupõe a criação de seres que evoluem." O pontífice criticou a interpretação das pessoas que leem o Gênesis e entendem que Deus agiu “como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas”. Compartilhe no Facebook: http://migre.me/mHQVv

A notícia em questão, ilustra uma disposição no meio teológico, de repensar sobre a necessidade de tantos contrastes entre ciência e religião. Por muito tempo, esses dois meios de conhecimento tentaram anular um ao outro para se propagarem. Teorias como a da Geração Espontânea, que defendiam que os seres pequenos eram gerados instantaneamente pelo ‘fluido vital’ e não pela reprodução, já foram completamente descartadas já no séc. XIX por Louis Pasteur. Mas ainda atualmente, a Teoria da Criação Instantânea digladia com a Teoria do Big Bang, e a Teoria do Desing Inteligente compete por espaço com a Teoria Sintética da Evolução (neodarwinismo).

Em 2005, o ex presidente dos EUA, George W. Bush tentou impor nas escolas o ensino do Desing Inteligente e a proibição do ensino do moderno evolucionismo. Esta primeira, defende que o homem foi criado inicialmente como é hoje, e é fruto de uma análise literal do livro da criação do cristianismo somado á uma tentativa de dar um status de ciência á ela. Seus defensores desenvolveram uma análise superficial e otimista do funcionamento dos seres biológicos, que os fariam indicar uma perfeição dos seres vivos que lembrasse a perfeição de Deus. No entanto, fatos diversos, como a inviabilidade da desembocamento da linfa (líquido cheio de impurezas coletadas do corpo) no coração, para a saúde humana, derruba rapidamente essa pseudociência. Contudo recentemente, a fim de propagar as revelações da Gênesis, sem afirmar condenar a ciência, teólogos como o atual representante da Igreja Católica fazem uma reinterpretação do livro sagrado cristão. Nesta, a instantaneidade com que se fez o homem e o universo, citada no livro, não é algo relacionado á temporalidade, nem mesmo á ausência de processos intermediários, mas sim à facilidade de concepção ‘mental’ de um ‘projeto’ por um Deus atemporal. Isto não é provado nem negado pela ciência. Contudo, em 2005, o colaborador próximo de Bento XVI, Cardeal Schoenborn defendeu que “a evolução no sentido da ancestralidade comum pode ser verdade, mas a evolução no sentido neo-darwinista - um processo não planejado e sem guia - não é”.

Ele defende essa posição, explicando que o neodarwinismo é insuficiente para explicar toda a complexidade dos sistemas biológicos. Sabe-se que mesmo para Darwin e os atuais geneticistas, tanto o surgimento dos primeiros germens quanto as concepções de seres vivos atuais, estão ainda envoltos de um grande mistério no qual se esbarra a limitação das conhecidas regras que regem a vida. Mas, se existem forças desconhecidas e matérias não detectadas ainda pelos nossos equipamentos, sob o comando de uma inteligência capaz de agir sobre os seres vivos de forma a criar o principio da vida e até mesmo induzir algumas mutações, não se pode provar cientificamente ainda, muito menos ser reafirmado pelo neodarwinismo (já que este parte da premissa da aleatoriedade das mutações, podendo apenas ser estimuladas for fatores ambientais como radiação por ex.). Ou seja, a Teoria Sintética da Evolução, não pode reafirmar o “Novo Design Inteligente”, pelo contrário: é a sua insuficiência em explicar o princípio da vida, que torna convidativa uma especulação metafísica sobre fenômenos físicos desconhecidos com possíveis causas inteligentes.

Além de sobre criação do ser, há uma revisão teológica a respeito da criação de todo o universo. A Teoria do Big Bang, que por muito tempo foi combatida pelos cristãos, tem nos seus fundamentos matemáticos a teoria geral de Albert Einstein da relatividade, juntamente com as teorias padrão de partículas fundamentais, e visa explicar como o universo deve ter surgido de um evento violento, ocorrido á aproximadamente 13,8 bilhões de anos atrás. Essa teoria se desenvolveu a partir da descoberta, em 1929 por Edwin Hubble, de que o Universo está em em expansão de modo que as galáxias ao redor da Via Láctea estão se afastando, cada uma com uma velocidade proporcional à sua distância desta. Logo percebeu-se que deve ter havido um instante no tempo, quando todo o Universo estava contido em um único ponto no espaço. Atualmente, experimentos que investigam a primeira fração de segundo da existência do universo, indicam que ele de fato, passou por uma expansão explosiva em seus momentos iniciais, sem que a gravidade o consumisse nos seus primeiros instantes. Eles se baseiam na análise da radiação cósmica de fundo. Mas agora, muitos pensadores de diversas religiões atuais, anunciam não acreditarem que a Biblia tentou explicar literalmente como o universo surgiu tal como é hoje, e que, portanto não rejeitam a Teoria do Big Bang. Acreditam que as revelações bíblicas tratam na verdade, apenas da concepção consciente da criação antes que ela acontecesse, e de sua finalidade para seu criador.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Curiosity encontra meteorito em Marte

Fato é relativamente raro

Esta rocha encontrada pelo jipe-robô Curiosity, da NASA, é um meteorito de ferro chamado de "Líbano", semelhante em forma e brilho aos meteoritos de ferro encontrados em Marte pela geração anterior de rovers: Spirit e Opportunity, que estão no planeta vermelho. O Líbano tem cerca de 2 metros de largura (da esquerda para a direita, a partir deste ângulo). A peça menor no primeiro plano é chamado de "Líbano B". Compartilhe no Facebook: http://migre.me/kugNw

A imagem mostrada é uma composição de uma série de imagens circulares de alta resolução tiradas pelo Remote Micro-Imager (RMI) da ChemCam do Curiosity. As imagens compostas foram tiradas durante o dia marciano de nº 640 de trabalho do Curiosity em Marte (25 de maio de 2014).

A imagem mostra cavidades em forma angular sobre a superfície da rocha. Uma explicação possível para isso é o resultado da erosão ao longo das fronteiras cristalinas no interior do ferro do meteorito. Outra possibilidade é que essas cavidades continham cristais de olivina (que podem ser encontradas em um tipo raro de meteoritos chamados pallasites), cristais esses que podem ter sido formados perto da fronteira manto-núcleo dentro de um asteroide.

terça-feira, 1 de julho de 2014

1º nanosatélite brasileiro foi enviado ao espaço

1º CUBESAT BRASILEIRO JÁ ESTÁ EM ÓRBITA


Atualização (29 de out): os primeiros problemas são com a tensão da bateria do nanosatélite, e podem impedir que ele tenha uma missão completa, veja a notícia aqui.

O Programa Espacial Brasileiro (PEB) teve um importante avanço em meados do mês passado. O país enviou ao espaço o primeiro nanosatélite totalmente projetado e fabricado no Brasil. Esses tipos de satélites pertencem a uma nova tendência do mercado aerospacial por serem pequenos e baratos.

Chamado de NanosatC-BR1 (ou NCBR1), ele foi lançado na missão "ISILaunch 07" às 16h11 (horário de Brasília) da quinta-feira (dia 19) da base de Yasny, na Rússia, pelo foguete Dnepr. Para ilustrar a importância desse feito, desde 2007 este foi o primeiro satélite brasileiro lançado ao espaço com sucesso e que funciona, quando do lançamento do CBERS-2B. Junto com o nosso cubesat, na mesma missão foram lançados 36 cubesats e cerca de 4 ou 5 satélites de maior porte, o maior deles com cerca de 300 kg. Eles foram ejetados da plataforma do ultimo estagio do foguete quando estavam em cima do oceano Índico, 21 minutos após o lançamento, próximo a Madagascar, como pode-se ver na imagem:

Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Otávio Durão e Nelson Schuch, estavam na base russa para acompanhar o lançamento. O NanosatC-Br1 está numa órbita terrestre baixa, à 610 km de altitude, em orientação polar. Junto com ele, sempre passam também no céu o QB50P1 e o QB50P2, outros dois nanosatélites que foram enviados ao espaço na mesma missão.

CubeSats, são satélites que possuem forma cúbica de 10 cm de aresta, e massa de no máximo 1,33 kg, segundo a padronização criada e desenvolvida pela Cal Poly e pela Universidade de Stanford. Os nanosatélites por sua vez, podem ter até 10 kg. Para resumir, apresento abaixo como os satélites são catalogados segundo seu peso, lembrando que o diferencial dos Cubesats é (além do peso citado), sua forma cúbica:
- Grandes satélites: peso maior que 1000 kg;
- Satélites médios: peso entre 500 e 1000 kg;
- Mini satélites: peso entre 100 e 500 kg;
- Microsatélites: peso entre 10 e 100 kg;
- Nanosatélites: peso entre 1 e 10 kg;
- Picosatélite: peso entre 0,1 e 1 kg;
- Femtosatélite: peso menor a 100 g.

Os primeiros sinais do nanosatélite foram recebidos na estação em Santa Maria (RS), no Centro Regional Sul (CRS) do INPE. Posteriormente, radioamadores em vários países confirmaram a recepção dos sinais. O radioamador Paulo PV8DX, de Boa Vista (RR), disponibilizou o vídeo com o som da primeira passagem do NanosatC-Br1 pelo Brasil. Em outro vídeo, ele mostra que o Modo de Telemetria em Código Morse do NanosatC-Br1 foi substituído pelo Modo digital BPSK, e que além da telemetria (coordenadas, tensão de bateria, painel solar etc...) está também sendo enviado os dados da carga útil. 

O NanosatC-Br1 custou cerca de R$ 800 mil, incluído aí o custos de projeto, fabricação e lançamento. Segundo Otávio Durão (gerente do projeto na sede do INPE), seria possível promover uma missão lunar nesses moldes por cerca de US$ 10 milhões — o mesmo preço que consumiu a primeira viagem tripulada nacional ao espaço, feita por Marcos Pontes em 2006.
(CONTINUE LENDO...)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Os estádios da Copa do Mundo vistos do espaço

Imagens de satélite mostram os palcos da Copa

Em meio a toda essa polêmica quanto aos gastos com a Copa do Mundo, foi divulgado essa semana imagens dos estádios (ao todo são 12, e se dependesse de Lula seriam 17) vistos do espaço, à cerca de 700 km na órbita terrestre. Nas imagens é fácil perceber que as obras ainda não estão completas.

A divulgação foi feita pelo grupo Airbus Defence and Space, uma divisão da Airbus responsável pelo desenvolvimento e fabricação de produtos destinados à aplicação aeroespacial e de defesa. Esse grupo foi reestruturado no início desse ano, e veio da extinção da EADS. A fusão de três das empresas controladas pela EADS (Astrium, Cassidian e Airbus Military) deu origem a essa nova unidade.

As imagens foram capturadas por dois satélites gêmeos, chamados Plêiades 1A e 1B, que fotografam toda a superfície da Terra a cada 26 dias, numa altitude de 694 km. Eles foram lançados em dezembro de 2011 (1A) e dezembro de 2012 (1B) pelas naves russas Soyuz, da base de Kourou (na Guiana Francesa) e deverão operar por pelo menos cinco anos.
O programa Plêiades foi criado dentro do projeto francês-italiano ORFEO (Optical & Radar Federated Earth Observation) em 2001, mas o projeto só foi lançado em outubro de 2003 pela CNES (agência espacial francesa) num consórcio com a EADS Astrium (atual Airbus Defence and Space).

Cada fotografia tem uma resolução de 70 centímetros. Os satélites também capturam imagens em 3D e têm um capacidade teórica máxima de 1 milhão de km² por satélite.

Mas, vamos ao que interessa. As imagens dos estádios serão mostradas com algumas informações sobre sua arquitetura, projeto de construção, preço, etc.

  • Estádio de Brasília: O Estádio Nacional de Brasília, conhecido como Mané Garrincha, receberá a seleção brasileira no terceiro jogo da primeira fase, contra Camarões.Orçado inicialmente em R$ 745 milhões, o estádio custou R$ 1,6 bilhão. Acomoda 70.064 torcedores.

  • Estádio de Manaus: Muito questionada por causa da pouca expressão do futebol amazonense, a Arena Amazônia, em Manaus, ainda precisa concuir obras ao seu redor. O estádio vai receber o duleo entre Inglaterra e Itália logo no terceiro dia da Copa. Acomoda 42.374 torcedores.

  • Estádio de Fortaleza: Estádio Castelão, em Fortaleza, foi reformado para receber o Brasil. A seleção enfrenta o México na capital do Ceará, no dia 17. Acomoda 64.846 torcedores.
Continue lendo...

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Astronauta brasileiro será candidato a deputado. Veja a entrevista.

Pontes filiou-se ao PSB

Opinião: Antes de lerem, lembrem-se do que Platão nos ensinou: "Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam." Torço por você Marcos Pontes!

O astronauta Marcos Pontes, primeiro brasileiro a ir ao espaço, anunciou que será candidato a deputado federal por São Paulo nas próximas eleições. Piloto de combate e engenheiro de sistemas, ele foi escolhido em 1998 para ser o primeiro astronauta nacional, como consequência de um acordo entre a Agência Espacial Brasileira e a Nasa para participação tupiniquim na Estação Espacial Internacional. A parceria entre americanos e brasileiros acabou azedando, vítima de impasses dentro do nosso governo, mas Pontes acabou voando ao complexo orbital em 2006, numa espaçonave russa Soyuz.
Compartilhe no Facebook: http://migre.me/jBBVN

Em órbita, ele realizou os experimentos selecionados pela AEB como parte da Missão Centenário, que comemorou os cem anos do primeiro voo de um avião feito pelo brasileiro Alberto Santos-Dumont. A iniciativa consumiu cerca de US$ 10 milhões. Já que a moda agora é comparar tudo com o custo da Copa de 2014, só o que foi gasto com os estádios (cerca de R$ 9 bilhões) daria para realizar uns 400 voos espaciais como aquele.

A viagem do astronauta ganhou contornos de polêmica quando, logo após seu retorno, Pontes passou à reserva da Força Aérea Brasileira. Algumas reportagens veiculadas à época davam conta de que ele estava se aposentando precocemente para poder se dedicar ao mercado de palestras. Pontes nega que isso tenha acontecido. Ele alega que sua passagem à reserva era obrigatória pelo regulamento da FAB e que a história das palestras não é bem a que se conta.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Encontrado 1º planeta capaz de suportar a vida

1º planeta do tamanho da Terra na zona habitável

A vida, como a conhecemos, pode estar a 500 anos-luz de distância. Em termos astronômicos, no nosso bairro. E isso foi confirmado hoje. Hoje é sim um momento histórico, em menos de 1 década descobrimos que existem planetas em outras estrelas e que eles tem as condições para o surgimento de vida!
Usando o telescópio Kepler, que está na órbita terrestre, astrônomos descobriram e confirmaram o primeiro planeta do tamanho da Terra orbitando uma estrela na chamada "zona habitável": região de um sistema estelar onde existe as condições para a existência de água em estado líquido, fundamental para a vida. O nosso planeta "primo" chama-se Kepler- 186F e foi confirmado por pesquisadores do AMES, um centro de pesquisa da NASA.

Vários planetas já foram encontrados na zona habitável, todos eles são pelo menos 40% maior do que a Terra (em tamanho) e compreender a sua composição é um desafio.

"A descoberta de Kepler-186F é um passo significativo no sentido de encontrar mundos como o nosso", disse Paul Hertz, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, na sede da agência em Washington. "Missões futuras da NASA, vão descobrir os exoplanetas rochosos mais próximos e determinar sua composição e condições atmosféricas".
Embora o tamanho de Kepler-186F seja conhecido, a sua massa e composição ainda não são. O diâmetro do planeta é de 1,1 vezes o da Terra.
"Nós sabemos de apenas um planeta onde existe vida, a Terra. Quando procuramos vida fora do nosso sistema solar, concentramo-nos em encontrar planetas com características que se pareçam com a Terra", disse Elisa Quintana, cientista do Instituto SETI e principal autora do artigo publicado hoje na revista Science. "Encontrar um planeta na zona habitável e similar à Terra em tamanho é um grande passo." Em 2002, ela produziu uma série de simulações que mostravam que o sistema Alfa Centauri — o trio de estrelas mais próximos de nós, sem contar o Sol — podia abrigar planetas de tipo terrestre na zona habitável. Dez anos depois suas simulações foram confirmadas. Veja aqui e aqui.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

7º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica

Participe e divulgue 

Dia 10 (quinta) começa um dos maiores encontros de divulgação científica do país. A 7ª edição do EIAA (Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica) será na cidade de Campos dos Goytacazes - RJ e contará com palestrantes de mais de 10 países.
Esse ano o Encontro contará com os seguintes palestrantes:
     Internacionais:
 - Paolo Nespoli (ESA), astronauta italiano que passou 159 horas no espaço em 2 missões, pela 1ª vez no Brasil.
 - David Malin (TWAN), astrofotógrafo australiano, que desenvolveu um processo de melhoria no processamento de imagens.
 - Patrick Miller ( IASC), fundador da Campanha Internacional de Busca de Asteroides - na sigla IASC
 - Robert Naeye (Revista Sky and Telescope), editor-chefe da maior revista de astronomia do mundo. Já veio no EIAA em 2010 e, foi desse evento a primeira publicação brasileira na revista.
 - Gernot Meiser (presidente do TWAN- Alemanha), jornalista de ciência, grande popularizador da astronomia. Adaptou um caminhão para divulgar, e com ele viajou à África.
 - Freddy Pranajaya (Universidade de Toronto - Canada), especialista em nanosatélites, é diretor de pesquisa e desenvolvimento do Laboratório de Voo Espacial do Instituto de Estudos Aeroespaciais, da Universidade de Toronto.
 - Jean-Luc Dighaeye (EurAstro), pela 1ª vez no Brasil, ele é presidente e fundador da maior associação européia de astronomia.
 - Lina Canas (Nuclio e GTTP Portugal), especialista em astronomia para deficientes visuais.
 - Hassane Darhmaoui (Coordenador UNAWE Marrocos), divulgador de astronomia e professor na Univerdade Al Ahkawayn.
 - Michael Hibbs (Tarleton State University), diretor do maior observatório dos Estados Unidos, voltado para estudantes.

     Nacionais:
 - Geilson Loureiro (LIT - INPE)
 - Arthur Constantino Scardua (ICRA – CBPF)
 - Paulo Leme (IAG – USP)
 - José Monserrat Filho (Conselho Internacional de Cooperação da Agência Espacial Brasileira - AEB)
 - Adriana Elysa Alimandro Corrêa (AEB)
 - Habib Salomón Dúmet Montoya (UFRJ)

Além disso tivemos um "Pré-Encontro" no Shopping Boulevard Campos, do dia 5 a 8 de abril (fotos abaixo).

O evento é organizado pelo Clube de Astronomia Louis Cruls, com suporte do escritório da UNESCO no Brasil, Programa UNAWE, os Astrônomos Sem Fronteiras e o Star Peace. Além disso, como patrocínio temos a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, a Câmara dos Vereadores e o IFF - Instituto Federal Fluminense.

Veja o site OFICIAL e faça as inscrições (a programação completa não tem no site oficial ainda).

10 de Abril
Local: Teatro Municipal Trianon
- 9:00h – Abertura
- 9:30h - Astronauta Paolo Nespoli (ESA) – Palestra Especial
10:45h – 11:00h - Intervalo
- 11:00h – David Malin (TWAN-Australia) – Do Microscópio ao Telescópio, a Jornada de uma Vida
12:30h – Almoço
- 13:30h – Patrick Miller (Fundador e diretor do IASC - Hardin-Simmons University) – Pesquisa Colaborativa Astronômica Internacional: Um programa de descoberta on-line em Astronomia para Escolas e Faculdades.
- 14:20h – Anthony Garotinho Barros Assed Matheus de Oliveira, Jaqueline Oliveira da Silva, Róbson Vasconcelos Chagas e Tamirys Salles Assis (CALC) – A descoberta do asteroide Goytacazes (2013 RY31)
- 14:30h – Robert Naeye (Editor-chefe da Revista Sky and Telescope) – Descoberta de Exoplanetas por Amadores
15:30h – 15:45h – Intervalo
- 15:45h – Gernot Meiser (Jornalista de ciência e presidente do TWAN- Alemanha) – A Aventura do Eclipse
- 19:00h – Apresentação Especial da Orquestra Mariuccia Iacovino ilustrada com astrofotografias de David Malin na Câmera de Vereadores de Campos dos Goytacazes – Vagas Limitadas.

11 de abril
Local: IFF – Campus Guarus

- 9:00h – Dirk Ross (AWB - Japão) – Meteoro/Meteorito passado, presente e futuro para o Brasil
 - 9:00h – Encontro do Astronauta Paolo Nespoli com crianças e estudantes (evento paralelo)
- 9:50h – Phâmela dos Santos Lopes e Guilherme Ferreira Franco (CALC and IFF) – Primeiro Sistema Brasileiro de Câmeras All Sky
- 10:00h – Geilson Loureiro (Diretor do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) ) – Cubesats e o Laboratório de Integração e Testes
 - 11:00h – Apresentação do vencedor do programa Cassini Cientista por um Dia para estudantes.
11:00h – 11:15h – Intervalo (Posters)
- 11:15h – Freddy Pranajaya (UTIAS Space Flight Laboratory - Canada) - Nanosatélite astronômico BRITE: últimos resultados
- 12:15h – Jean-Luc Dighaeye (EurAstro) - Uma Visão Geral das Atividades da EurAstro.
- 13:00h – Almoço
- 14:00h – 16:00h - Sessão Solene na Câmara dos Vereadores de Campos dos Goytacazes – vagas limitadas
- 16:30h – 18:30h – Mini-Cursos e Oficinas:
- A cor natural do Céu noturno - David Malin (TWAN-Australia)
- Fotografia de Eclipse - Gernot Meiser ((Jornalista de ciência e presidente do TWAN- Alemanha)
- Identificação de Meteoritos, ciência meteorítica e uma esperança para o estudo de meteoros/meteoritos no Brasil - Dirk Ross (AWB-Japão)
- O Céu em suas Mãos - Lina Canas (Nuclio e GTTP Portugal)
- Cosmologia e Gravitação sem Matemática - Arthur Constantino Scardua (ICRA – CBPF)
- Solstícios, Equinócios e as Estações, usando o software Stellarium - Paulo Leme (IAG – Instituto de Astronomia e Geofísica – USP)
- Construindo e Lançando Foguetes de Garrafas PET - Equipe da Agência Espacial Brasileira
- 18:30h – Encontro do Programa UNAWE
- 18:30h - Encontro dos Astrônomos sem Fronteiras
- 20:00h – Observação Pública do Céu em Homenagem a John Dobson

 - 12 de abril
Local: IFF – Campus Guarus

- 9:00h – Apresentações orais
- 10:30h – Intervalo (Posters)
- 11:00h - Astronomia no Marrocos: História e Futuro - Hassane Darhmaoui (Escola de Ciência e Engenharia Al Akhawayn University em Ifrane, Marocos – Coordenador UNAWE Marocos)
- 11:45h - – Mecanismo de Antikythera: o Planetário de 2000 anos - Paulo Leme (IAG – Instituto de Astronomia e Geofísica – USP)
- 13:00h – Almoço
- 14:00h - Questões candentes das atividades espaciais no mundo de hoje - José Monserrat Filho (Conselho Internacional de Cooperação da Agência Espacial Brasileira - AEB)
- 14:30h - O Programa Espacial Brasileiro - Adriana Elysa Alimandro Corrêa (AEB)
- 15:00h - O Observatório de 0,81m da Tarleton State University - Michael Hibbs (Departamento de Física - Tarleton State University)
- 16:00h – 16:30h – Intervalo
- 16:30h – Encontre nossos Vizinhos! – Uma experiência táctil - Lina Canas (Nuclio e GTTP Portugal)
- 17:15h – A cosmologia e alguns dos mistérios do Universo - Habib Salomón Dúmet Montoya (UFRJ Campus Macaé)
- 18:00h –A Exploração Criativa do Espaço: Um Projeto Brasileiro de Exploração de Marte - Marcelo de Oliveira Souza (UENF e Clube de Astronomia Louis Cruls)
- 18:30h – Encerramento
- 20:00h – Observação do Céu e uma Celebração Especial

Para quem mora fora da cidade, é oferecido um alojamento gratuito, que estará aberto das 19:00h do dia 9 de abril até às 12:00h do dia 13 de abril, na antiga AABB - Rua dos Goytacazes, 499. Local do alojamento: (migre.me/iCx1Z) e no street view (migre.me/iCx5Y).

Reportagem na Terceira Via: http://migre.me/iCxwI

Fonte: Da Terra Para As Estrelas