sábado, 30 de janeiro de 2010

Obama privatizará acesso ao espaço e abandonará volta à Lua

O presidente Barack Obama vai, essencialmente, pôr fim aos esforços para levar astronautas de volta à Lua e dará um novo rumo à Nasa, com uma injeção orçamentária de cerca de US$ 6 bilhões, de acordo com autoridades familiarizadas com o plano. Parte desse dinheiro será usada como estímulo para que empresas privadas assumam a tarefa de levar astronautas ao espaço.
Um representante da Nasa, que pediu para não ser identificado, confirmou informes publicados na quinta-feira, 28, de que quando o novo orçamento dos EUA for proposto, na segunda-feira, a Nasa receberá US$ 5,9 bilhões adicionais ao longo de cinco anos. parte do dinheiro prolongará a vida da Estação Espacial Internacional (ISS) até 2020. Ele também será usado como estímulo para que companhias privadas construam naves para levar astronautas à ISS depois da aposentadoria dos ônibus espaciais.
O dinheiro proposto pelo presidente não é suficiente para levar adiante o plano de retornar à Lua, lançado pelo então presidente George W. Bush e que já consumiu US$ 9,1 bilhões.
A questão central é o dinheiro. O plano de Bush falhou quando os acréscimos orçamentários, que deveriam ter começado há seis anos, não se materializaram.
A definição de um novo rumo para a Nasa ficou suspenso durante meses, enquanto uma comissão independente estudava as opções e a Casa Branca analisava os resultados. A escolha de Obama será apresentada oficialmente na segunda-feira.
"Certamente parece que a missão lunar de Bush não será incluída" no orçamento futuro, disse uma alta figura da Nasa.
O estudioso de política espacial John Logsdon, que tomou parte NP comitê de aconselhamento da campanha de Obama para questões espaciais, disse que o presidente está adotando a opção favorecida pelo Comitê Augustine, um grupo de especialistas reunido no ano passado. Essa opção inclui o uso de naves espaciais comerciais, a prorrogação da vida útil da ISS e uma "rota flexível" para a exploração espacial com astronautas, que poderia incluir o pouso humano em um asteroide ou nas luas de Marte.
"O que mata a missão lunar é a decisão de prorrogar a ISS até 2020", disse Logsdon. Isso significa que a eta de voltar á Lua até 2020 "está morta. Não podemos pagar pelo uso da estação por cinco anos adicionais e ainda ir à Lua".
Embora o programa Constellation, estabelecido para o retorno à Lua, esteja morto, "a exploração não está morta, e isso é importante", disse ele.
Defensores da missão à Lua e milhares de funcionários dos centros espaciais da Flórida, Alabama e Texas estão preocupados. Congressistas desses Estados vêm atacando a ideia de abandono do plano, e alguns têm cargos em comitês que podem bloquear os planos de Obama. Por exemplo, o senador Bill Nelson, da Flórida, preside o subcomitê de espaço do Senado. E a presidente do subcomitê de espaço da Câmara, deputada Gabrielle Giffords, é casada com um astronauta.
Em uma nota, a deputada Suzanne Kosmas, da Flórida, disse que a proposta de Obama "deixaria a Nasa essencialmente sem um programa e sem um cronograma para exploração além da órbita da Terra".
As informações sobre o plano espacial do presidente foram divulgados originalmente pelos jornais Orlando Sentinel e Florida Today.
O plano lunar de Bush, anunciado após o desastre do ônibus espacial Columbia em 2003, em resposta à recomendação, feita por um comitê na época, de que a Nasa precisava de um novo foco para suas atividades. Bush propôs o retorno à Lua. O projeto envolveria dois foguetes, o Ares I, para levar astronautas ao espaço, e o Ares V, para transportar carga, além da nave Órion, que seria capaz de abrigar astronautas na órbita da Terra ou rumo a outros planetas.
Até agora, a Nasa gastou US$ 3,5 bilhões na criação do Ares I, US$ 3,7 bilhões na Órion e quase US$ 2 bilhões em outras atividades ligadas ao projeto.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,obama-privatizara-acesso-ao-espaco-e-abandonara-volta-a-lua,503656,0.htm

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Manobras na Estação Espacial

A nave russa Soyuz TMA-16 foi desconectada nesta quinta-feira, dia 21, do módulo Zvezda e acoplada com sucesso ao novo módulo Poisk da Estação Espacial Internacional (ISS), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.
O cosmonauta russo Maxim Surayev acoplou manualmente a Soyuz TMA-16 ao módulo Poisk às 8h24 (hora de Brasília). A operação foi supervisada da própria nave pelo astronauta da Nasa Jeff Williams e da plataforma orbital pelo cosmonauta russo Oleg Kotov. O acoplamento ao novo módulo Poisk deixa livre o Zvezda para o engate da nave de carga Progress M-04M, cujo lançamento está previsto para 3 de fevereiro da base de Baikonur, no Cazaquistão.
A mudança foi planejada para corrigir a altura da ISS com ajuda dos propulsores do módulo Zvezda, manobra prevista para o próximo dia 24.
Surayev e Williams voltarão à Terra em março, a bordo da Soyuz TMA-16. Também participou da tripulação desta nave o turista espacial Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, que voltou à Terra antes, em outubro, pela nave Soyuz TMA-14.
O porto ficará livre assim para o acoplamento em abril da Soyuz TMA-18, que levará à plataforma orbital três novos tripulantes, os cosmonautas russos Aleksandr Skvortsov e Mikhail Kornienko, assim como a astronauta americana Tracy Caldwell.
Além de Surayev, Kotov e Williams, atualmente estão na ISS o astronauta Timothy Creamer e o japonês Soichi Noguchi.
Na foto, Jeff Williams (esq.), comandante russo Max Surayev (centro) e turista Guy Laliberté (dir.). As notícias são da Agencia EFE.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Presos por 'roubo' de asteróide.

Terça-feira (dia 19) policiais sudaneses disseram ter prendido dois turistas europeus por coletar fragmentos de um asteroide no norte do país, sem autorização.
Os turistas, da França e da Bélgica, descobriram vestígios de um asteroide que caiu na região sudanesa de Abu-Hamad, diz nota publicada pelo Ministério do Interior do país africano.
"Esta foi uma violação clara e um ato ilegal, porque eles não obtiveram a permissão adequada de autoridades geológicas ou outras", disse um porta-voz da polícia.
A nota não diz quais acusações podem ser apresentadas contra os europeus.
Cientistas rastrearam o asteroide 2008 TC3, descoberto por astrônomos da Universidade Estadual do Arizona, que têm o tamanho de um automóvel que penetrou a atmosfera terrestre e explodiu sobre o Sudão em outubro de 2008.
Especialistas da Nasa e da Universidade de Cartum coletaram fragmentos logo depois, eles descreveram a descoberta como rara, porque asteroides frágeis geralmente se desintegram no alto da atmosfera.
Além disso, o caso de 2008 foi o primeiro em que os cientistas conseguiram prever o impacto e acompanhar o objeto até seu destino final.
As informações são da Agencia Reuters.
A foto, da NASA, mostra fragmentos do asteróide:

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Veja as fotos do eclipse anular mais longo do milênio.

Veja as fotos do eclipse anular do Sol. Nesse tipo de eclipse o disco solar não é totalmente encoberto pela Lua.

Indonésia. Foto: Hotli Simanjuntak/Efe

Nova Déli, ìndia. Foto: AP

Jordânia. Foto: Ali Jarekji/Reuters

Quênia. Foto: Sayyid Azi/AP

Índia. Foto: Mahesh Kumar/AP

Siri Lanka. Foto: Eranga Jayawardena/AP

Nepal. Foto: Narendra Shrestha/Efe

Bangalore, Índia. Foto: Aijaz Rahi/AP

Maldivas. Foto: Eranga Jayawardena/AP

Eclipse anular do sol mais longo do milênio hoje.

Será visível nesta sexta-feira, da África Central à China, um eclipse anular do Sol, o mais longo do terceiro milênio, que não se repetirá com a mesma duração (11 minutos e 8 segundos) antes de 23 de dezembro de 3043. O eclipse anular será visível a partir de 5h14 GMT(3:14h pelo horário de Brasília) no oeste da República Centro-Africana e no sudoeste do Chade. A sombra da Lua atravessará em seguida a República Democrática do Congo, Uganda, Quênia e a Somália antes de atingir o Oceano Índico. Terá seu ápice às 7:00 GMT (5:00 h pelo horário de Brasília) e terminar completamente em 10:07 GMT (ou 8h pelo horário de Brasília).
No dia 17 de janeiro, à 1h40 GMT, a Lua deve atingir o ponto de sua órbita mais afastado (apogeu) a 406.435 km da Terra.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Encontrado cocaína em instalações da NASA.

Segundo o site americano News 13, a NASA abriu hoje uma sindicancia para apurar a procedencia de uma pequena quantidade de cocaína que foi encontrada em um saco plástico na Instalação de Processamento Orbital 3 na terça-feira (dia 12). É lá que é feita a manutenção do onibus espacial Discovery, que será lançado em março (dia 7 de fevereiro será lançado o Endeavour), e é restrita a cerca de 200 funcinários.
Todos os funcionários foram submetidos a testes toxicológicos ontem e nenhum estaria sob influenciada droga. A NASA está fazendo testes para ver se a nave foi danificada pela substância.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sonda fotografa 'árvores' em Marte.


Impressionante essa foto. Segundo o jornal britanico Daily Mail, a imagem do solo marciano que parece ser de várias árvores, na verdade são trilhas desalojadas de areia que formam um sombreado sobre a superfície do deserto marciano.
Segundo os cientistas, essas trilhas, compostas por dunas de pó, riachos de gelo e afloramentos escurecidos, se estendem por 62 milhões de km no solo do planeta vermelho. Durante o inverno, uma camada de gelo com dióxido de carbono cobre as dunas, mas depois evapora, criando o material escuro que risca a superfície.
A foto foi tirada pela câmera HiRISE (que usa a luz visível e pode capturar objetos de pequena escala, como fragmentos de rochas, valas; muito útil no estudo dos cãnions e crateras) da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (NASA).
A câmera HiRISE:

Essa sonda foi lançada em 10 de agosto de 2005 com uma missão de 4 anos e o objetivo principal de buscar evidências de água em Marte.
Acredita-se que 30% da superfície marciana já foi coberta de água.
A foto mostra a sonda Mars Reconnaissance Orbiter:

Objeto não identificado passará perto da Terra nas próximas horas!!!


Um objeto espacial com diâmetro entre 11 e 15 metros deve passar perto da Terra nas próximas horas.
O misterioso objeto, descoberto domingo, deve passar a 159 mil quilômetros de distância da Terra - um terço da distância entre a Terra e a Lua - a uma velocidade de 9,95 km/s e não deve se chocar contra o planeta.
Segundo um porta-voz da Nasa, acredita-se que o objeto seja um asteroide minúsculo. Ele estaria orbitando em volta do Sol, o que torna pouco provável que seja um pedaço de lixo espacial.
Astrônomos batizaram o objeto como Asteroide 2010 AL 30.
O objeto deverá chegar ao ponto mais próximo do planeta por volta das 17h24, hora de Brasília. Ele terá uma magnitude 14 na máxima aproximação. Se o objeto chocar-se com a Terra, ele não atingirá a superfície, fragmentando-se (caso seja de ferro) a uma altitude de aproximadamente 5500m.
Ao fim desta semana, outro asteroide maior deverá passar "perto" da Terra, mas desta vez a uma distância mais segura, de aproximadamente 1 milhão de quilômetros.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Descobertos depósitos de metais em Marte.


A NASA divulgou hoje uma imagem que mostra grandes reservatórios de metais em Marte.
A imagem mostra a superfície do planeta vermelho num planalto em Juventae Chasma, próximo aos Vales Marineris, o maior canyon do Sitema Solar (com mais de 3.000 quilometros de comprimento e cerca de 8 quilometros de profundidade!!!).
Foto do Vales Marineris:

O relevo da região foi moldado por ventos, água, lava, gelo e outros fenômenos no último milênio. Cientistas descobriram que, nos pontos brilhantes, há depósitos de sílica opalina e sulfato de ferro.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Especial: planetas fora do Sistema Solar e a possibilidade de vida.

Todo fim de semana esse blog vai trazer um artigo especial, sobre alguma coisa interessante. E o 1º artigo especial é sobre os exoplanetas...
Essa semana que passou foram anunciadas importantes estudos sobre eles, durante a reunião da Associação Astronômica Americana, mas afinal porque se estuda tanto planetas em outros sistemas estelares??
A resposta é dada com uma pergunta: Você já olhou para o céu a noite e se perguntou se realmente estamos sós? Já se perguntou se essas incontáveis estrelas e planetas são realmente vazias de vida?? Se forem, porque elas existem então?
Os astrônomos fizeram essas perguntas para si mesmos e estudam esses planetas a procura de um ambiente favorável a vida.
Os astrônomos consideram que um ambiente 'favorável a vida' em outro planeta precisa ter algumas características, como:
1º) ser um planeta rochoso: a maioria dos planetas descobertos até agora (cerca de 400) são gasosos como o nosso Júpiter, e isso é um empecilho a formação da vida, já que a maioria dos cientistas acreditam que um planeta gasoso não daria suporte a vida como nós a conhecemos.
2º) estar na chamada 'zona habitável': um planeta candidato a ter vida não pode estar nem muito próximo nem muito distante da sua estrela, para que a temperatura não seja muito extrema e possibilite a existência de água liquida... Mas a zona habitável de um planeta também depende do tipo espectral de sua estrela.

3º) água em estado líquido: partindo do princípio que as formas de vida que conhecemos precisam de metano e oxigênio para existir, isso implica que elas precisam de água na forma líquida. Então esse planeta precisa ter uma temperatura média entre 0 e 100 graus Celsius.`
Existem outros fatores, é claro, mas resumidamente esses são os principais.
Acredita-se que, com o Telescópio Kepler e o futuro lançamento do Corot, dentro de 5 anos descubra um planeta parecido com a Terra onde a vida possa ter se desenvolvido. A imagem abaixo é a 1ª foto de um exoplaneta.

Segundo as estimativas 15% dos sistemas estelares são como o nosso (o que não é nada desanimador, já que existem bilhões e bilhões de estrelas) e 70% das estrelas possuem planetas rochosos.
As buscas por um planeta com condições boas se concentram em estrelas parecidas com o Sol, porque as estrelas mais quentes vivem menos (a possibilidade de a vida evoluir é menor) e as mais frias possuem intensas atividades na sua cromosfera. Só na nossa Galáxia, 10% das estrelas são como o Sol (1000 estrelas num raio de 300 anos-luz, ou seja, no nosso quintal!!).
O jeito é esperar por novas descobertas... Mas vai me dizer que você nunca olhou lá pra cima e imaginou que alguém em uma daquelas estrelas não estava fazendo a mesma coisa que você, e se perguntando se não existia vida lá naquele pequeno pontinho branco. Isso se você não já viu um ET ou um disco-voador dando um passeio aqui na Terra...
Até a próxima...
Abaixo algumas concepções artísticas de como seria um planeta fora do Sistema Solar:


2º menor planeta fora do Sistema Solar é descoberto.

A descoberta foi anunciada na quinta (dia 7) durante o último dia da 215ª Conferência da American Astronomical Society (AAS) pelo astronomo Andrew Howard, da Universidade da Califórnia em Berkeley.
O planeta, batizado de HD156668b, possui uma órbita de 4 dias ao redor de sua estrela, localizada a 80 anos-luz de nós na constelação de Hércules. Possui aproximadamente 4 massas terrestres.
O menor exoplaneta descoberto até agora é o Gliese 581 (com 2 massas terrestres) fica a 20,5 anos-luz daqui e foi descoberto por um astronomo suíço em abril de 2009. É muito quente e se encontra fora da 'zona habitável'. O mais parecido com a Terra é o Corot-7b, com 5 vezes a massa da Terra e sendo o 1º rochoso (sobre o qual foi apresentado um interessante estudo pelo astrofísico Brian Jackson, na quarta- feira nessa conferência, sobre sua peculiar perda de massa devido a proximidade com sua estrela).

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Explosão de supernova afetaria a vida na Terra

A estrela T Pyxidis, ao que tudo indica, explodirá em supernova daqui a 10 milhões de anos. Essa explosão, estimada em 20 bilhões de bilhões de bilhões de megatons de TNT, aliada com a descoberta que a estrela está mais próxima de nós do que pensavamos, teria a força de varrer a camada de ozônio da Terra, deixando-nos vulneráveis a radiações. A notícia foi anunciada ontem na reunião da ASS (Associação Astronomica Americana), por um grupo de astronomos, entre eles Edward Sion, da Villanova University, Filadélfia.
Acreditava-se que a estrela estava a 6000 anos-luz de nós, mas nesse estudo, com base em fotos do Hubble, descobriu-se que ela na verdade estava a quase metade dessa distancia: 3260 anos-luz.

Os astronomos não conseguem explicar porque que na T Pyxidis não ocorre explosões há 44 anos, já que no passado ocorria pequenas explosões em intervalos de 20 anos (1890, 1902, 1920, 1944 e 1967).
Nesse estudo, descobriu-se tambem que a T Pyxidis é na verdade um sistema binário de estrelas: uma delas como o nosso Sol e a outra, menor e mais densa, uma anã-branca.
Mas nós temos outros motivos, a curto prazo, para nos preocuparmos com a segurança do nosso planeta. Nossos arsenais nucleares, o aquecimento global, a escassez de água e comida, a queda de um asteróide na Terra e é claro, o fim do calendário maia em 2012, são preocupações mais urgentes para nós terráquios.
Até a próxima...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Buraco negro no centro da Via-Lactea!!!

Que no centro da nossa galáxia existia um buraco negro já se sabia, mas existe agora uma foto...
A foto, divulgada hoje pela NASA, 'mostra' o buraco negro supermassivo de Sagitário A, localizado na constelação de Sagitário, à 26 mil anos-luz da Terra. A imagem é do Telescópio Chandra, e utilizou faixas nos raios-x.
Com extensão de 114 anos-luz, ele possui mais de 1 milhão de massas solares!!

Acredita-se que no centro da maioria das galáxias exista um buraco negro: regiões onde o campo gravitacional é tão forte que nem a luz escapa (daí o termo 'negro'). É uma estrela comprimida até um ponto infinitamente pequeno e densidade infinita. Eles podem surgir nos estágios finais de estrelas com 10 vezes mais massa do que o nosso pequeno Sol. Estima-se que existam 10 milhões de buracos negros na nossa Galáxia.
Eles começaram como uma possibilidade teorica em 1783, mas só seriamente estudada com o advento da Teria da Relatividade de Einstein, em 1915. O 1° a ser descoberto pelos astrônomos foi em 1971, chamado de Cygnus X-1, na Constelação de Cisne.
Se você tivesse a sorte (ou azar) de cair num deles, e sobrevivesse a radiação e a gravitação, emergiria em outra parte do espaço-tempo (ou seja, em outro lugar do espaço, num outro momento do tempo): são os chamados buracos de minhoca, as pontes no espaço, os expressos cósmicos (tributo aqui à Carl Sagan...). Existe a possibilidade teórica de até emergir num outro Universo!! Mas isso é assunto pra outro dia...

Imagem mais profunda do Universo

A foto abaixo, tirada pela câmera em infravermelho do Telescópio Hubble, mostra galáxias a uma distância de 12,9 à 13,1 bilhões de anos. Ela mostra um Universo jovem, com 'apenas' 600 milhões de anos (5% da idade do Universo!!).
Foi divulgado pela NASA e pela ESA ontem, dia 5 de janeiro.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Descobertos 5 planetas fora do Sistema Solar

Nesta segunda-feira (dia 4 de janeiro), durante a 215ª Conferência da Sociedade Astronômica Americana (AAS) em Washington, foi anunciado as primeiras descobertas do Telescópio Espacial Kepler, da NASA.
Os 5 planetas descobertos são todos grandes e quentes, não podendo abrigar a vida como nós a conhecemos. Suas órbitas são muito proximas a sua estrela (de 3,2 a 4,9 dias). Na imagem, o tamanho dos 5 planetas comparado com a Terra e Júpiter.

O planeta 7b tem a densidade a um isopor (0,17 g/cm³)!!!
O Kepler foi lançado em março de 2009 com o objeto de descobrir exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) em estrelas num raio de até 3000 anos-luz e utiliza o 'metodo de trânsito' para a detecção: toda vez que o planeta se coloca entre nós e a estrela hospedeira, o brilho desta cai; e é com a análise desta diminuição de brilho que são feitas os estudos.
Já existem mais de 400 exoplanetas (confirmados e em processo de confirmação), todos gasosos e quentes.
Ainda não foi dessa vez que achamos um planeta terrestre... mas é só o começo da missão Kepler!!
Até a próxima.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Periélio da Terra e chuva de meteoros


Olá,
Na madrugada de hoje para amanhã, a Terra atingirá o ponto mais próximo do Sol. Isso se dará no dia 3 de janeiro a 0 hora.
Esse ponto, chamado Periélio (peri = perto; helio = Sol), se localiza a aproximadamente 147,1 milhões de quilômetros da nossa estrela.
Isso acontece porque a órbita da Terra é uma elipse (mas não muito alongada como na figura), e não um círculo perfeito. Da mesma forma, existe o ponto da órbita mais afastado, chamado Apogeu.
Dia 3 também acontece o ápice da chuva de meteoros chamada Quadrantídeas. Os meteoros surgirão na constelação de Boieiro (da estrela Arcturus) com uma taxa esperada de 120 meteoros por hora (em condições ideais)!!! A estrela nasce por volta das 3h da manhã (em Campos, RJ). Mas com a Lua cheia essa taxa deve cair...
A Quadrantídeas pode ser vista, com menor intensidade até o dia 7 de janeiro.