sábado, 14 de dezembro de 2013

A China pousa sonda na Lua e faz História


Dia histórico na exploração espacial

Atualização (15 dez, 14h): A agência espacial chinesa divulgou uma imagem bem interessante que mostra a região de descida da sonda Chang’e 3 e o jipe-robô Yutu. Nela é possível ver toda a Sinus Iridum (conhecida como baía do arco-íris).
Atualização (14 dez, 21h): O jipe-robô Yutu conseguiu se separar da sonda e já está em solo lunar. A primeira imagem, tirada pela própria sonda, onde é possível ver o jipe-robô é vista abaixo. Assista o vídeo da separação aqui: http://migre.me/h0XKV Parabéns China!
Atualização (14 dez, 17h): Foi divulgada a 1ª imagem do solo lunar tirada pela sonda chinesa Chang’e 3. É também a 1ª imagem tirada com tecnologia CMOS.


Primeiras notícias (14 dez, 13h): A China se tornou, há cerca de 1 hora atrás, o 3º país a pousar uma sonda na Lua. A sonda não-tripulada Chang’e 3 pousou na cratera Sinus Iridum (conhecida como baía do arco-íris), às 11h12 (horário de Brasília) e assim consegue um marco histórico, tanto para o programa espacial chinês quanto para a exploração lunar. A sonda levou também o jipe-robô Yutu, que explorará a Lua.

Assista o vídeo abaixo. Daqui a algumas horas o jipe-robô será liberado e enviará fotos e postaremos aqui.

Desde 1976, com a sonda russa Luna 24 não se fazia um pouso controlado no nosso satélite artificial. 

Numa rede social, a página oficial da agencia espacial chinesa dizia: "A China pousou na Lua"


Depois dos pousos lunares com as naves Apollo, a opinião pública e a comunidade científica deixaram de lado a conquista da Lua e passaram a sonhar com Marte. Com essa aterrissagem, a China se firma como uma forte potência espacial, reativa os olhos do mundo para a Lua e os próximos anos prometem muitas surpresas.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Suspeita de sabotagem francesa em Alcântara é comprovada por documentos

GOVERNO SUSPEITOU DA FRANÇA

A edição de hoje (5 de novembro) do Folha de S.Paulo trás um série de documentos que comprovam que o governo brasileiro suspeitou que o acidente no lançamento do VLS-3, na Base Espacial de Alcântara (MA) em 2003, foi uma sabotagem feita pelos franceses.

Sempre foi comum ouvir sobre boatos de sabotagem norte-americana (vindo do Wikileaks não é muito confiável, já que eles divulgam documentos sobre ETs...), mas nunca de franceses. Mas com um pouco de análise pode-se concluir que a França teria razões e métodos para isso (o que não significa necessariamente que houve sabotagem, muito menos que ela partiu de Paris).

- As melhores bases de lançamento, quanto a posição em relação ao Equador são a Base de Alcântara e a de Kourou, na Guiana Francesa, sendo a brasileira ligeiramente mais favorável. Isso deve ao fato de, próximo ao Equador, a força de rotação da Terra ser mais bem aproveitada para impulsionar os satélites. A redução dos custos com combustível, comparado com o Cabo Canaveral (EUA) e Baikonur (Russia) varia de 13 a 31%.

- A Arianespace, um empresa francesa de lançamento de satélites, movimenta cerca de 1,7 bilhões de reais! E os lançamentos desses satélites ocorrem em Kourou, na Guiana Francesa.

- Em períodos de dois anos são encontradas boias de comunicações em prais próximas de Alcântara, sendo que, como diz um documento confidencial da ABIN, de 2009: “A agência tem monitorado o aparecimento de boias em intervalos de dois em dois anos, nas praias do CLA. Elas são acionadas por controle remoto via satélite e têm capacidade de enviar, transmitir e medir frequência, além de possuírem espaço suficiente para abrigarem corpos estranhos; estão equipadas com bateria de longa duração e painel solar.Há de se estranhar a presença dessas boias no local porque a região não tem indústria pesqueira, não está na rota de barcos que utilizem essas boias, elas não se deslocam para muito distante de onde são colocadas e, no entanto, só são encontradas nas praias próxima ao CLA, apesar dos quilômetros de praias existentes no Maranhão”.

Vale ressaltar que, pela investigação oficial a explosão foi provocada por uma pane elétrica que causou ignição antecipada de um dos propulsores do foguete.

O mais estranho, vindo por parte do nosso governo é, mesmo sabendo da falta de interesse por parte dos franceses no nosso desenvolvimento espacial, nós temos um acordo de "cooperação técnica" com eles!

A reportagem completa pode ser lida abaixo:

Com a suspeita de que era espionado pela França, o Brasil investigou se agentes do serviço secreto francês promoveram ação de sabotagem para explodir a base de lançamento de satélites de Alcântara, no Maranhão.

Em 2003, um acidente no local matou 21 pessoas, entre engenheiros e técnicos do CTA (atual Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), órgão da Aeronáutica.
A Folha obteve documento secreto da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que revela pelo menos três operações de contraespionagem cujos alvos eram espiões franceses e seus contatos brasileiros e estrangeiros.


Houve também monitoramento do serviço de inteligência em órgãos de cooperação e cultura ligados à Embaixada da França. O objetivo era proteger o setor espacial brasileiro da espionagem internacional.

O documento obtido pela reportagem evidencia que o Brasil monitorava o que os agentes da Abin descrevem como "rede de espionagem" da DGSE (sigla de Direção-Geral de Segurança Externa, a agência de inteligência da França), ativa no Maranhão e em São Paulo.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Não, a Voyager 1 não saiu do Sistema Solar!

Entenda onde a Voyager está

A NASA divulgou na última quinta-feira (dia 12) que a sonda Voyager 1 foi o primeiro artefato humano a deixar o Sistema Solar e entrar no espaço interestelar. Esse comunicado veio numa coletiva de imprensa e com um artigo publicado na Science (veja aqui artigo completo, em inglês). Em ambos, a informação de que a sonda teria saído do Sistema Solar não foi veiculada. Porém, depois, no site oficial de notícias da NASA lá estava o título: "Voyager 1 deixou o Sistema Solar". (Abaixo tradução da nota oficial completa)

A imprensa logo divulgou essa informação errada. Até as prestigiadas publicações internacionais Scientific AmericanNational Geographic, e a respeitada New Scientist noticiaram a suposta saída da Voyager 1 do Sistema Solar. A Nature corretamente diz que a nave entrou no espaço interestelar. Todas os jornais nacionais divulgaram a saída do Sistema Solar. Curta e compartilhe no Facebook

Mas onde termina o Sistema Solar e onde começa o espaço interestelar?

É consenso entre os cientistas que o Sistema Solar se estende até a parte externa da Nuvem de Oort. A Nuvem de Oort é uma região hipotética (ou seja, ainda não foi observada diretamente) em que, acredita-se existir até 2 trilhões de cometas de longos períodos (que demoram milhares de anos para dar uma volta no Sol). Essa Nuvem é composta de duas partes: a parte interna em forma de disco e uma parte externa em forma esférica, e é essa parte externa que define o limite gravitacional do Sistema Solar, segundo a própria NASA. A Nuvem de Oort está a uma distância estimada entre 5 mil e 100 mil 'unidades astronômicas' (na sigla UA, medida de distância usada na astronomia, que equivale a distância Terra-Sol: 150 milhões de km).
Esse é o limite do Sistema Solar.

Já o espaço interestelar começa quando a heliosfera acaba, e essa fronteira chama-se heliopausa. A heliosfera é um bolha de partículas carregadas em torno do Sol. Fora da heliosfera existe uma maior abundância de partículas originadas de antigas explosões em outras estrelas. Como a NASA diz, o espaço interestelar é dominado por plasma e gás ionizado expelido por gigantescas estrelas há milhões de anos.

A sonda Voyager 1 perdeu a capacidade de registrar essas partículas carregadas exteriores de forma direta, o que diria se ela tinha atravessado a 'heliopausa'. Então, devido a uma erupção solar em março de 2012, que enviou grande quantidade de material solar para o espaço, a sonda pode medir a densidade de plasma ao redor da própria nave. Devido a sua distância do Sol, somente 13 meses (9 de abril 2013) depois esse material solar chegou lá e fez vibrar o plasma local (partículas interestelares) ao redor da nave. Assim, o detector de ondas de plasma da Voyager 1 pôde medir e concluiu que a sonda está rodeada por um plasma local 40 vezes mais forte do que quando ainda estava na heliosfera (quantidade compatível com o esperado no espaço interestelar). E, segundo o estudo publicado, esse aumento é o sinal que faltava para confirmar a entrada da sonda no espaço interestelar: "Não há outra conclusão possível, penso que é forçoso concluir que estamos realmente no meio interestelar", disse o físico Gary Zank na coletiva de imprensa. Com base nesses dados, a data que a nave atravessou a heliopausa foi dia 25 de agosto de 2012.

Mas então, você poderia concluir: se a sonda Voyager 1 está no espaço interestelar ela necessariamente tem que estar fora do Sistema Solar! Correto?
A resposta é não. Assim como o espaço começa quando você deixa a atmosfera terrestre (cerca de 100 km de altura) e não quando você deixa a influência gravitacional da Terra, o espaço interestelar é similar. Você entra no espaço interestelar mesmo ainda estando sob influência gravitacional do Sol. Os viajantes da Apollo 11 que chegaram à Lua estavam no espaço interplanetário mas sentiam a influência da Terra. O que quis mostrar é a semelhança de conceito entre espaço interestelar e espaço interplanetário. Mas tem outros dados que comprovam que a nave não saiu do Sistema Solar.

A Voyager 1 está a uma distância de 19 bilhões de km (cerca de 100 'unidades astronômicas'). Vimos que a fronteira do Sistema Solar (a parte externa da Nuvem de Oort) está a 100 mil 'unidades astronômicas'!! A Voyager 1 levará ainda 30 mil anos para sair do Sistema Solar. Uma boa comparação é com o planetóide Sedna: ele está a 900 'unidades astronômicas' da Terra e ainda está no Sistema Solar, a nave está a apenas 100 UA e está fora do Sistema Solar?

Nos últimos anos esse comunicado foi feito e desfeito várias vezes. Alguns estudos eram publicados dizendo que ela atingiu uma nova região, que estava na borda do Sistema Solar, e logo em seguida era desmentido. Esses novos dados indicam sim a entrada da nave no espaço interestelar, mas não a saída do Sistema Solar. A NASA corrigiu o título da notícia em uma débil postagem no Twitter, mas depois que o estrago já tinha sido feito.

O fato da Voyager 1 não ter saído do Sistema Solar não diminui o mérito dessa grande conquista que é entrar no espaço interestelar. A nave é hoje o artefato humano mais distante de casa. Ela representa o que os navios de Colombo representaram. A humanidade é representada, de certa forma, por essa pequena nave que foi lançada há 36 anos e hoje é ultrapassada tecnologicamente por um Smartphone. Essa nova jornada é histórica e, como diria Carl Sagan, é um passo no oceano cósmico.

Essa pequena nave nos fez refletir quando, em 1990, tirou uma foto em que a Terra, que vista de longe não parecia nada mais do que um 'pálido ponto azul'. Leia aqui o belo texto de Carl Sagan. Vale a pena.
A Voyager 1 ainda carrega um disco de saudação, também organizado por Carl Sagan, para uma possível civilização extraterrestre que a encontrar. Esse disco de cobre, foliado a ouro, contém 115 imagens da Terra (o Cristo Redentor, do Brasil) e vários sons (como o som do mar, do vento, de animais). Existe 90 minutos da música feita por nós, saudações em vários dialetos e a posição da Terra no Sistema Solar. Ouça aqui o disco.

A Voyager 1 foi lançada em 5 de setembro de 1977 em direção aos planetas gasosos e deve funcionar até 2025, viajando numa velocidade de 17 km/seg (ou, em palavras mais práticas: 3,5 unidades astronômicas por ano!). A Voyager 1, que hoje está 127 vezes mais distante do Sol do que a Terra, visitou Júpiter e Saturno e até hoje os controladores recebem dados. Os fracos dados são emitidos pela nave com uma potência de 23 Watts (uma lâmpada de geladeira) e chegam à Terra com uma fração de bilhão de bilionésimo de 1 Watt. Esses sinais viajam à velocidade da luz, e mesmo assim, chegam à Terra 17 horas depois de enviados. O custo das missões Voyager 1 e 2 (incluindo lançamento, operação e as baterias nucleares) é de 988 milhões de dólares, até setembro.

-------------------Tradução da nota oficial da NASA----------------------

A sonda Voyager 1 da NASA oficialmente se tornou o primeiro objeto construído pelo homem a se aventurar no espaço interestelar. A sonda de 36 anos de vida está a aproximadamente 19 bilhões de quilômetros do Sol.

Novos e inesperados dados indicam que a sonda Voyager 1 tem viajado por aproximadamente um ano através do plasma, ou do gás ionizado presente no espaço entre as estrelas. A Voyager está numa região de transição imediatamente fora da bolha solar, onde algum efeito do nosso Sol ainda é evidente. Um relatório na análise desses novos dados, um esforço liderado por Don Gurnett e pela equipe de ciência de onda do plasma da Universidade de Iowa, em Iowa City, foi publicado na edição do último dia 12 de Setembro de 2013 da revista Science, e pode ser encontrado no final desse post.

“Agora que nós temos dados novos e fundamentais, nós acreditamos que esse é um salto histórico da humanidade no espaço interestelar”, disse Ed Stone, cientista de projeto da Voyager, baseado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. “A equipe da Voyager precisa de tempo para analisar essas observações e fazer um senso delas. Mas nós podemos agora responder a questão que todos veem perguntando – Nós já estamos lá? Sim, nós estamos”.

A Voyager 1 detectou pela primeira vez o aumento da pressão do espaço interestelar na heliosfera, a bolha de partículas carregadas ao redor do Sol que chega bem além dos planetas externos, em 2004. Os cientistas então voltaram suas pesquisas para buscar evidências de que a sonda havia chegado no espaço interestelar, a análise dos dados conhecidos e a sua interpretação pode levar meses ou até anos.

A Voyager 1 não tem um sensor de plasma, então os cientistas precisam de uma abordagem diferente para medir o ambiente de plasma da sonda para então fazer uma determinação definitiva de sua localização. Uma ejeção de massa coronal, ou seja, uma explosão massiva de vento solar e de campos magnéticos que foi expelida pelo Sol em Março de 2012, forneceu aos cientistas os dados que eles precisavam. Quando esse inesperado presente do Sol eventualmente chegou até a Voyager 1, treze meses depois, em Abril de 2013, o plasma ao redor da nave começou a vibrar como a corda de um violino. No dia 9 de Abril, o instrumento de onda de plasma da Voyager 1 detectou o movimento. As oscilações ajudaram os cientistas a determinar a densidade do plasma. As oscilações particulares significam que a sonda estava num plasma que é 40 vezes mais denso do que aquele encontrado nas camadas externas da heliosfera. Densidades desse nível só são esperadas no espaço interestelar.

A equipe de ciência da onda de plasma revisitou os dados e encontrou um conjunto de oscilações anteriores e mais apagadas em Outubro e Novembro de 2012. Por meio da extrapolação das medidas de densidade do plasma de ambos os eventos, a equipe determinou que a Voyager 1 entrou pela primeira vez no espaço interestelar em Agosto de 2012.

“Nós literalmente pulamos da cadeira quando vimos essas oscilações em nossos dados – eles mostravam que a sonda estava numa região inteiramente nova, comparável com o que era esperado no espaço interestelar, e totalmente diferente da bolha solar”, disse Gurnett. “Claramente nós passamos pela heliopausa, que é a fronteira por muito tempo hipotetizada entre o plasma solar e o plasma interestelar”.

Os novos dados de plasma sugerem um tempo consistente com as mudanças abruptas e duráveis ocorridas na densidade das partículas energéticas que foram detectadas pela primeira vez em 25 de Agosto de 2012. A equipe da Voyager geralmente aceita essa data como a data da chegada no espaço interestelar. As partículas carregadas e as mudanças no plasma foram aquelas que se esperavam durante o momento em que se cruzava a heliopausa.

“O trabalho duro da equipe para construer uma nave durável e gerenciar com cuidado os recursos limitados da Voyager foram recompensados para a NASA e para toda a humanidade”, disse Suzanne Dodd, gerente de projeto da Voyager, baseada no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. “Nós esperamos que os instrumentos de campos e de partículas da Voyager continuarão a nos enviar dados até no mínimo 2020. Nós não podemos esperar para ver o que os instrumentos da Voyager nos mostrarão sobre o espaço profundo”.

A Voyager 1 e a sua irmã gêmea Voyager 2, foram lançadas com 16 dias de separação em 1977. Ambas as sondas viajaram por Júpiter e Saturno. A Voyager 2 também voou por Urano e Netuno. A Voyager 2 foi lançada antes que a Voyager 1, e é até hoje a sonda operada continuamente pelo maior período de tempo. Ela está a aproximadamente 15 bilhões de quilômetros de distância do Sol.

Os controladores de missão da Voyager ainda recebem dados da Voyager 1 e da Voyager 2 diariamente, mesmo os sinais emitidos sendo muito fracos, com uma potência de 23 watts – a potência da luz de uma geladeira. No momento em que esses sinais chegam na Terra eles são uma fração de um bilhão de um bilionésimo de watt. Os dados dos instrumentos da Voyager 1 são transmitidos para a Terra normalmente a 160 bits por segundos e capturados pelas antenas das estações de 34 a 70 metros da Deep Space Network da NASA. Viajando na velocidade da luz, um sinal da Voyager 1 leva cerca de 17 horas para viajar até a Terra. Depois que os dados são transmitidos para o JPL e processados pelas equipes científicas, os dados da Voyager são disponibilizados ao público.

“A Voyager está agora onde nenhuma outra sonda foi antes, marcando uma das maiores realizações tecnológicas nos anais da história da ciência, e adicionando um novo capítulo nos sonhos científicos da humanidade e dos sonhadores”, disse John Grunsfeld, administrador associado da NASA para a ciência em Washington. “Talvez alguns exploradores do espaço profundo no futuro encontrarão com a Voyager, nossa primeira sonda interestelar, e refletir como essa intrépida sonda ajudou a tornar possível essa jornada”.

Os cientistas não sabem quando a Voyager 1 alcançará a parte sem perturbação do espaço interestelar, onde não existe mais nenhuma influência do Sol. Eles também não têm certeza de quando a Voyager 2 é esperada para cruzar em direção ao espaço interestelar, mas eles acreditam que ela não está muito longe disso.

O JPL construiu e opera as sondas Voyagers. A Voyagers Interstellar Mission é parte do Heliophysics System Observatory da NASA, patrocinado pela Heliophysics Division do Science Mission Directorate da NASA em Washington. A Deep Space Network da NASA, gerenciada pelo JPL é uma rede internacional de antenas que suportam as missões das sondas interplanetárias e as observações de rádio e de astronomia de radar para a exploração do Sistema Solar e do universo. A rede também suporta missões selecionadas que orbitam a Terra.

O custo das missões Voyager 1 e Voyager 2 – incluindo o lançamento, as operações de missão e as baterias nucleares, que foram fornecidas pelo Departamento de Energia – é de cerca de 988 milhões de dólares.
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Fonte
Nota oficial da NASA (em inglês)
Página da NASA oficial da Voyager 1 (em inglês)
Página da NASA sobre o Sistema Solar (em inglês)
CBC (em inglês)
Cienctec
Scientific American Brasil
Scientific American (em inglês)
Nature (em inglês)
New Scientist (em inglês)
National Geographic (em inglês)
Artigo no AstroPT com alguns do 'alarmes falsos'
Twitter oficial da missão (em inglês)

sábado, 24 de agosto de 2013

Cansado de ver pseudociência falando de mecânica quântica?

Energia, vibrações, pulseiras quânticas... 

Não existe nada mais frustante do que ver a mecânica quântica, uma das mais belas e complexas teorias já criadas, sendo usada para a pseudociência e o misticismo.
No Brasil esse movimento vem ganhando força desde 1970 e parece não ter fim: "energia" e "vibrações" são termos frequentes, pulseirinhas quânticas, consciência quântica cósmica, e por aí vai...

Mas o livro "Pura Picaretagem", do cientista Daniel Bezerra e o jornalista Carlos Orsi vem como um bálsamo para quem deseja desmentir esse movimento e levar a verdade aos mais prejudicados, que são as pessoas que acreditam nessas histórias, enganadas pela própria ignorância e pela esperteza de alguns.


Então, depois de um tempo sem escrever aqui, eu trago essa que é uma ótima opção de leitura. A entrevista com um dos autores, Carlos Orsi, é bem esclarecedora e vale a pena ler um trecho do livro, no final do artigo (e acredite, eu não estou fazendo merchandising, é só uma dica de leitura mesmo). Outra dica é o livro O Mundo Assombrado pelos Demônios, uma referência no assunto, escrito por Carl Sagan, que dispensa apresentações. Curta e compartilhe esse artigo no Facebook clicando aqui.

O que a mecânica quântica tem de especial para cair nas graças de gurus espiritualistas?
 - Ainda na década de 1920, já havia físicos que alertavam para a provável apropriação futura da mecânica quântica pelo misticismo. Há três fatores que fazem do mundo quântico uma presa atraente nesse sentido. O primeiro é o princípio da incerteza, que diz que algumas propriedades das partículas não podem ser medidas com precisão absoluta. Não é difícil apresentar essa constatação como um sinal de que a ciência “não pode explicar tudo”, criando uma lacuna para alternativas espirituais. Outro ponto é o chamado “problema da medição”, o fato de que certas propriedades das partículas subatômicas só parecem assumir um valor definido quando são medidas. Se você supuser que a medição precisa ser feita por um agente consciente, isso abre todo o campo da chamada “consciência quântica”, a ideia de que o mundo é controlado pelos pensamentos das pessoas, ou dos anjos, ou de Deus. Na verdade, a “medição”, pode ser qualquer interação com outro corpo ou partícula: dois elétrons que se repelem estão “medindo” um ao outro, por exemplo. O terceiro ponto é o emaranhamento quântico, que diz que duas partículas podem continuar a interagir mesmo se separadas por distâncias enormes, o que dá margem à ideia de que “tudo está interligado”. O fato, no entanto, é que o emaranhamento é um estado extremamente delicado, que pode ser destruído pela menor perturbação. Ao contrário do que alguns astrólogos, por exemplo, gostariam de acreditar, não há a menor chance de o cérebro de um capricorniano estar “quanticamente emaranhado” com o planeta Saturno.

Quais são os principais sinais da picaretagem quântica?

domingo, 21 de julho de 2013

Trailer oficial da nova série Cosmos foi lançado

Famosa série de Carl Sagan está de volta

Deu até um frio na barriga, aquele sensação de reencontro com algo que marcou a sua vida. Pois bem, ontem a Fox e a National Geographic apresentaram o trailer oficial da nova série Cosmos, criada por Carl Sagan. Cosmos, a série científica mais assistida da História, foi lançada em 1980 e atingiu um público de meio bilhão de pessoas (enquanto era apresentada...)

A série será irá ao ar no ano que vem e terá 13 episódios, assim como a versão criada por Carl Sagan. Chamada de Cosmos: Uma Odisseia No Espaço-Tempo, a série é apresentada pelo famoso cientista americano Neil deGrasse Tyson. O roteiro é de Ann Druyan (esposa de Carl Sagan) e a produção de Seth MacFarlane (colaborador criativo da antiga série).

sexta-feira, 19 de julho de 2013

É daqui a pouco: a Terra vista de Saturno

A sonda Cassini da NASA vai fotografar Saturno e todo o seu sistema de anéis que esta a um pouco mais de uma hora-luz do Terra ou a aproximadamente 9UA (unidade astronômica- distância média entre a Terra e o Sol ou 150.000.000 km), e o “nosso” planeta, vai sair nas imagens. A Cassini fez isso duas vezes antes e durante os seus nove anos em órbita, só que dessa vez é no comprimento de onda do espectro visivel, em 19 de Julho às 18h27min (horário de Brasília) até às 18h42min.


Curta e compartilhe no Facebook, clicando aqui. A Terra vai aparecer como um pequeno ponto azul, entre os anéis de Saturno. O sistema inteiro é muito grande para Cassini capturar as imagens em um único instantâneo, de modo que a sonda irá criar um mosaico, ou um retrato multi-imagem.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Lua: face oculta, pólo sul e método de encontrá-lo, fenômeno da libração e cratera onde achou-se água

Tudo isso numa única imagem! 

A imagem abaixo mostra a região polar sul da Lua durante uma observação realizada em 29 de abril de 2013, levando a vantagem de uma libração favorável em latitude. Libração (do latim librare) significa balanceio, é o movimento de oscilação da Lua, o que nos permite observar mais da metade da superfície lunar - uma parte da face oculta.

Um clássico exercício quando se observa uma região como essa é tentar descobrir o nome das crateras que ali aparecem. Vamos começar pela Curtius no canto inferior a esquerda, depois passamos a Moretus, a cratera localizada no centro da imagem, com seu brilhante pico central. Um pouco além dela está a Short, e um pouco para a direita está a Newton e a Newton D, G, A e B. Um pouco mais além, quase no limbo está a Cabeus, e, emergindo do limbo, pode-se ver dois picos de montanhas conhecidos como M4 e M5. Interessante destacar também Malapert pois se fizermos uma triangulação imaginária (pontilhado) com Cabeus teríamos na outra ponta do triângulo a posição exata do Polo Sul Lunar (marcado por um x).

Esta técnica deveria chamar-se "Crater Hopping" e poderia ser usada mais frequentemente pelos observadores lunares que querem situar-se com precisão. Curta e compartilhe esse artigo, clicando aqui.

Outro fato interessante em relação a cratera Cabeus é que foi nela que ocorreu o impacto da sonda LCross visando comprovar a existência de água na Lua.
Os resultados do impacto confirmaram quantidade significativa de água no satélite da Terra, conforme divulgação da NASA.
A água representa um potencial recurso para sustentar uma futura exploração lunar.
Dados preliminares do LCross (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) indicam que a missão descobriu água com sucesso durante os impactos realizados em 9 de outubro de 2009, na região permanentemente coberta de sombras de Cabeus, próxima ao polo sul da Lua.

sábado, 13 de julho de 2013

Sabia que a Celestron também salva vidas?

pesquisa médica com Celestron

Estava lendo uma notícia no site da Celestron e achei muito interessante. Como a maioria das pessoas ligadas a astronomia, pensava que a Celestron só fabricava telescópios, mas descobri que eles fabricam microscópios também.
Semana passada o Rei de Awing, dos Camarões, visitou a sede da empresa nos Estados Unidos e pude descobrir que a empresa doou alguns microscópios para a pesquisa médica no país. Curta e compartilhe esse artigo no Facebook clicando aqui.

Abaixo, o artigo traduzido da visita da comitiva real e das ações da Celestron para diminuir as doenças na África:

"A sede da empresa Celestron teve a honra de receber um visitante muito especial nessa semana: Sua Majestade Real Fon Fozoh II de Awing, Camarões. O Fon (palavra usada em Camarões para designar rei ou Chieftain) estava visitando os Estados Unidos e Canadá, quando parou na sede da Celestron, no dia 8 de julho.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Quais os requisitos para ser astronauta? A NASA responde.

É preciso ter 'um ego pequeno'

O anúncio que a NASA fez dia 17 de junho, que havia selecionado oito novos astronautas fez algumas pessoas se perguntarem: O que é preciso para tornar-se um astronauta?

A resposta curta, de acordo com a Dr. Janet Kavandi, (uma ex-astronauta que agora dirige as operações da tripulação de voo no Centro Espacial Johnson, em Houston) é que a agência está à procura de homens e mulheres talentosos com "ego pequeno" e que "gostam de fazer coisas difíceis." Curta e compartilhe esse artigo no Facebook, clique AQUI.

Claro que, só porque você é modesto e gosta de um desafio não significa que será um astronauta. Para ser candidato num treinamento de astronautas você deve atender a critérios físicos, educacionais e psicológicos muito restritos. Aqui estão as respostas de oito perguntas sobre o que é preciso para ser candidato a astronauta:

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tocha Olímpica irá ao espaço pela 1ª vez na história

rUSSIA LEVARÁ AO ESPAÇO EM NOVEMBRO

A Agência Espacial Russa (Roscosmos) tornou-se Parceiro de Honra do Revezamento da Tocha Olímpica dos Jogos Olímpicos de Inverno Sochi 2014. O acordo foi assinado pelo presidente da Comissão Organizadora, Dimitry Chernyshenko, e o chefe da Roscosmos, Vladimir Popovkin. Segundo o acordo, a tocha olímpica viajará ao espaço para a Estação Espacial Internacional (ISS) e lá irá fazer uma 'caminhada espacial'. Esta deverá ser a primeira vez que a Tocha Olímpica irá ao espaço.

No início do ano, o chefe do Comitê Olímpico Russo, Alexander Zhukov, sugeriu que os esforços seriam feitos para enviar a chama acessa para o espaço. Mas, por causa de regulamentos de segurança a bordo da ISS, ela permanecerá apagada durante todo o tempo. "Temos um foguete alimentado por oxigênio e querosene, por isso há regras básicas de segurança", disse Popovkin (da Roscosmos). "Não pode haver quaisquer chamas."

A tocha olímpica viajará na nave Soyuz TMA-11M no início de novembro desse ano. Uma vez no espaço, os cosmonautas russos Sergei Ryazansky e Oleg Kotov levarão a tocha numa caminhada espacial. Os cosmonautas já começaram a sua formação na Star City. Por razões de segurança, não está previsto que a tocha fique acessa.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Causa de morte de Yuri Gagarin, 1º homem no espaço, só foi revelada agora

aCIDENTE era tido como 'segredo de estado'

As circunstâncias que cercam a morte do primeiro homem a ir ao espaço, Yuri Gagarin, que morreu num acidente aéreo em 1968, têm sido envoltas em teorias e boatos. Agora, o primeiro homem a fazer uma caminhada no espaço diz que pode revelar o que realmente aconteceu com seu amigo e companheiro Gagarin.

Alexei Leonov, que em 1965 tornou-se o primeiro homem a sair de uma nave espacial e flutuar no vácuo do espaço, trabalhou durante anos para saber o que levou à morte de Gagarin. Ele finalmente teve permissão e falou sobre os detalhes em uma entrevista divulgada nesta sexta-feira (14 de junho) pela rede de TV estatal russa Today (RT).
Gagarin em 1968, pouco antes de sua morte.

Leia também: O que há por trás da morte do cosmonauta Komarov?
Yuri Gagarin fez história no primeiro voo espacial tripulado, em 12 de abril de 1961, na missão Vostok-1. Ele morreu no tímido sétimo aniversário da missão, em 27 de março de 1968, quando o caça militar MiG-15 que ele e o instrutor Vladimir Seryogin foram pilotar num voo rotineiro de treinamento caiu ao redor de uma pequena cidade perto de Moscou.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Misteriosa chuva de meteoros pode ocorrer nesta madrugada

Evento acontece daqui a pouco 

Atualização: veja fotos da chuva AQUI
Daqui a algumas horas, o céu pode nos trazer uma bela e excepcional surpresa: uma misteriosa chuva de meteoros pode transformar essa madrugada num dia histórico para a astronomia. Segundo Peter Jenniskens, do SETI, "Se você não olhar naquela data, nunca saberá o que viu e o que perdeu". 

A história começa em 11 de junho de 1930, quando foi inesperadamente observada (notadamente em Maryland, Estados Unidos), por 30 minutos, a primeira e única aparição da chuva de meteoros chamada "Gama Delphinids". Nesse dia, a Lua estava quase cheia, e mesmo com o forte brilho lunar, foi observado um grande número de meteoros, e muitos brilhantes.
Os anos se passaram e não teve outra atividade, só raras aparições tênues. Mas, segundo cálculos recentes, os anos de 2013 e 2027 podem ser os melhores anos para repetir o desempenho de 1910.


Como observar
Os observadores localizados na América do Norte e do Sul estarão mais bem localizados para observar a possível chuva de meteoros. As aparições devem durar entre 30 minutos e 1 hora, e o número de meteoros é desconhecido. No Brasil, o fenômeno (segundo alguns cálculos) começará por volta das 5h da manhã (8h UT, como o Brasil é -3h de UT), mas dado o caráter excepcional, raro e desconhecido dessa chuva, recomenda-se observar o céu a partir das 3h. A recomendação é a seguinte: vá para um lugar escuro, leve um cadeira reclinável confortável e espere pelo menos 45 minutos para o olho se adaptar a escuridão. Depois olhe para o norte (veja a imagem abaixo).
E, como lembra Bill Cooke, da NASA, o fato da Lua não estar no céu facilitará a visualização desses meteoros. A velocidade dos possíveis meteoros dessa chuva é calculada em 57 km/seg, velocidade elevada para meteoros.

Algumas coisas fascinam nessa chuva. O fato dela não ser periódica e praticamente desconhecida é um deles. Mas, o que chama mais atenção é o fato do cometa que gerou esse rastro de poeira ainda ser desconhecido e que os meteoros observados em 1930 foram muito brilhantes!

sábado, 8 de junho de 2013

E se a Apollo 11 falhasse? Veja o discurso e os procedimentos.

"Felizmente, nunca precisou ser lido"

Atualização: Fomos convidados para ser colaboradores da página Universo Racionalista, uma das maiores páginas de divulgação científica do Brasil. Então, esse artigo foi republicado lá. Mas continue acompanhando o nosso blog, os artigos serão postados primeiramente aqui, e nem todos irão para o UR.

O maior feito da humanidade foi conduzido por 3 pessoas e acompanhado por meio bilhão de pessoas. Eles foram até a Lua e voltaram, são e salvos, na missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969.
Numa época em que o mundo estava bipolarizado entre as potencias Estados Unidos e União Soviética, e que brigavam por cada feito na área espacial (na chamada Corrida Espacial), qualquer erro poderia ser desastroso, principalmente para os Estados Unidos, que já estavam perdendo essa Corrida fazia tempo...

Para cumprir a promessa do presidente Kennedy, no histórico discurso de 25 de maio de 1961, no qual ele promete ao mundo que americanos iriam à Lua e que voltariam em segurança, os Estados Unidos comprometeram boa parte de seu PIB (o custo total do projeto Apollo é de 19,4 bilhões de dólares, em valores de 1972) e de seus melhores engenheiros e técnicos.

Mas, e se a Apollo 11 falhasse e os astronautas ficassem na Lua?

Como todo projeto bem pensado, as falhas também estavam de certa forma 'planejadas'. A prova disso é que, no Arquivo Nacional dos Estados Unidos está o documento que o presidente Nixon iria ler caso os dois astronautas não conseguissem sair da Lua. Os astronautas também levaram consigo um frasco com cianureto de macarrão, para abreviar a morte.
Escrito dois dias antes do pouso na Lua, pelo jornalista William Safire, responsável pelos discursos do presidente Nixon, ele deveria ser entregue ao secretário de Estado Harry Robbins Haldeman, que por sua vez entregaria ao presidente.

Chamado de "Em Caso de Desastre Na Lua" e revelado no dia 9 de julho de 1999, o discurso nunca foi lido e era seguido de uma oração. Como está escrito no Arquivo Nacional "felizmente, nunca precisou ser utilizado". Os astronautas seriam deixados na Lua, sem comunicação e receberiam bençãos de líderes religiosos. O discurso, na íntegra, pode ser lido abaixo, e é de emocionar:

terça-feira, 28 de maio de 2013

Os resultados da nova equação de Drake

Atualização da famosa equação

Uma tradicional ferramenta usada na busca de vida extraterrestre acaba de receber uma renovação completa.
Apesar da lamentável perda do telescópio espacial Kepler, a "reinicialização" da ferramenta pode significar que poderemos encontrar sinais de vida em planetas extrassolares dentro de uma década. E a ferramenta não é nenhum novo telescópio ou ferramenta de observação - é uma equação matemática.

Equação de Drake
Em 1961, o astrônomo Frank Drake criou sua agora famosa equação para calcular o número de civilizações detectáveis na Via Láctea.
A equação de Drake inclui uma série de termos que, na época, pareciam ser impossíveis de se conhecer - como a existência dos planetas fora do nosso sistema solar.


Mas, nas duas últimas décadas, temos visto exoplanetas aparecerem como ervas daninhas, particularmente nos últimos anos, graças, em grande parte, ao telescópio espacial Kepler.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

[Sorteio 1]: Kit do Observatório Nacional

Participe dos nossos sorteios

Atualização: resultado do sorteio.
O Da Terra Para As Estrelas começou sua temporada de sorteios! Fiquem de olho no blog, porque já temos 3 sorteios programados.
E o primeiro deles é um kit do Observatório Nacional, contendo 1 camiseta personalizada do ON + Agenda + Calendário + alguns brindes. Garanta logo a sua chance de levar esse kit para casa.


Como participar?

1) Curta as páginas Da Terra Para As Estrelas e Astrolovers Entertainment Club.
2) Compartilhe publicamente em seu perfil a seguinte imagem divulgando o sorteio: (ht.tp://migre.me/eFydL) (ou qualquer outra imagem que postemos para divulgar o Sorteio 1).

O sorteio vai ser realizado no dia 29 de maio (quarta), às 12h, e logo assim divulgaremos o ganhador. Não haverá custos de envio para o ganhador. Mas preste atenção no regulamento, o sorteado só ganhará o prêmio cumprindo todos os requisitos.

Boa sorte a todos e tem novidades chegando :)

domingo, 19 de maio de 2013

Curso a distância do Observatório Nacional – 2013: Astrofísica Geral

UM DOS MAIS ESPERADOS CURSOS EAD

Atualização: Faça sua inscrição AQUI.
Atualização: Participe do grupo de discussão do curso no Facebook, com mais de 700 pessoas.
A popularização da ciência e a difusão do conhecimento científico são fatores fundamentais para a construção de uma sociedade justa e participativa. Uma sociedade justa é aquela em que todos tenham a possibilidade de interagir ativamente na discussão de temas ligados a ciência e à melhoria da qualidade de vida. Neste sentido, é errôneo pensar que as questões científicas só interessam a um círculo restrito de pesquisadores. Elas interessam a toda população, pois significam desenvolvimento do País. A compreensão da ciência se constitui em um elemento fundamental na construção da cultura de um povo, na medida em que atua na informação ao público sobre os grandes temas científicos e suas implicações.


Cronograma do Curso

Período de Inscrição : de 03 de Junho a 30 de Agosto de 2013
Período do Curso: de 15 de Julho a 29 de Novembro de 2013


Tópicos:

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Gosta de eletrônica? Construa um detector de OVNIs

Relaxem... é só eletrônica, esquecem os OVNI's

Os pesquisadores que estudam o aparecimento de Objetos Voadores Não Identificados ou OVNIs, os populares "discos voadores" também chamados UFOs (Unidentified Flying Objects) associam sua presença a fenômenos de natureza magnética como por exemplo a interferência em rádios e televisores, parada de motores, etc. Desta forma, um equipamento de pesquisa popular nestes grupos é o detector de campos magnéticos ou perturbações magnéticas. Um aparelho deste tipo é bastante simples de montar e pode ter utilidades em outros campos de pesquisa. Neste artigo ensinamos os leitores a montar um sensível detector de variações bruscas de campos magnéticos.

Muitos relatos sobre o aparecimento de objetos voadores não identificados, como os recentemente ocorridos no centro de nosso país com grande cobertura pela TV, incluem perturbações de natureza magnética como, por exemplo, a parada de motores de carro (possível por problemas no sistema de ignição), paralisação de relógios e panes em aparelhos os mais diversos que tenham circuitos elétricos sensíveis.

Baseados neste fato, os detectores de campos magnéticos ou perturbações magnéticas podem ser usados como detectores de OVNIs pois podem fazer soar um alarme ou aviso quando o fenômeno ocorrer.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

NASA abandona o Windows e usará o Linux na Estação Espacial

Estabilidade para astronautas e robô

A NASA decidiu trocar o sistema Windows pelo Linux nos equipamentos pessoais dos astronautas que estão na Estação Espacial Internacional (ISS). Segundo a Fundação Linux, um dos membros da NASA disse que a mudança está baseada na necessidade de contar com um sistema estável e confiável.


Além dos equipamentos pessoais dos astronautas, o Linux também passará a ser o sistema operacional do robô Robonaut (R2), projetado para assumir algumas responsabilidades dos astronautas, que utilizarão computadores portáteis com Debian 6, codinome "Squeeze" da distribuição comercial livre do Linux.

sábado, 4 de maio de 2013

Telescópio espacial Herschel 'fecha' seus olhos.

HERSCHEL É O MAIOR TELESCÓPIO ESPACIAL

Esse foi o título da notícia publicada no site da ESA (Agência Espacial Européia) no último dia 29 de abril. O telescópio Herschel foi pioneiro na observação do chamado 'universo frio' e funcionou por cerca de 3 anos, acima da atmosfera terrestre. A causa do término da missão foi o fim do depósito de hélio líquido, que mantinha os equipamentos resfriados.


O final da vida útil do Herschel não foi inesperado: a missão começou com mais de 2.300 litros de hélio líquido, os quais foram evaporando lentamente desde a véspera do lançamento do Herschel, em 14 de maio de 2009.

O hélio líquido era essencial para resfriar os instrumentos do telescópio até perto do zero absoluto, permitindo ao Herschel fazer observações altamente sensíveis.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O que há por trás da morte do cosmonauta Komarov?

últimos instantes foram gravados   

Em seus últimos momentos, o cosmonauta Vladimir Komarov estava no espaço e chorava enquanto conversava com o alto oficial em terra Alexei Kosygin, que também derramava lágrimas porque, os dois sabiam, Komarov não retornaria com vida ao planeta. Na Turquia, americanos conseguiram captar parte da conversa entre os soviéticos em 1967. Segundo eles, o cosmonauta amaldiçoava as pessoas que o colocaram na nave espacial.
Komarov ao lado da mulher, Valentina, e a filha, Irina
A missão Soyuz 1 foi um desastre anunciado do programa espacial soviético. Komarov sabia que a cápsula não era segura para um lançamento ao espaço; contudo, Leonid Brezhnev, líder soviético, decidiu que deveria ocorrer um encontro entre duas naves no espaço, algo extraordinário para a época, em comemoração ao 50º aniversário da Revolução Russa. Brezhnev deixou claro que isso teria que ocorrer.

domingo, 14 de abril de 2013

Começa o Pré-Encontro Internacional de Astronomia: atividades com cegos

Experiência pioneira com deficientes

Teve início ontem (dia 13) as atividades do Pré - Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica. Esse evento, que tem por objetivo uma divulgação ostensiva do 6º Encontro de Astronomia e Astronáutica, está sendo realizado entre os dias 13 e 16 de abril (terça) no Shopping Boulevard, em Campos dos Goytacazes. 

Esse ano o tema do Pré-Encontro é "Universo Desconhecido"; e consiste numa exposição de representações tácteis de constelações, modelos tácteis de planetas em escalas e registros sonoros de explosões solares e pulsares. Mas a grande surpresa é que os visitantes usam vendas nos olhos e são guiados por deficientes visuais pela exposição. É realmente sem palavras, uma das atividades de astronomia mais interessante que já participei!

O 6º Encontro Internacional começa na quinta (dia 18) e vai até sábado, e traz a Campos pessoas do mundo todo. Confira aqui nossa página especial, a programação e o site oficial para inscrições.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Programação do 6º Encontro Internacional. Inscrições on-line até hoje.

Evento acontece semana que vem

A programação completa do 6º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica já foi divulgada. O evento, que acontece semana que vem em Campos dos Goytacazes (RJ), recebe palestrantes e visitantes de todo o mundo.

Hoje é o último dia para se inscrever pela internet. Depois, as inscrições só poderão ser feitas no Encontro. As inscrições são gratuitas, e existe a opção do alojamento gratuito.


Acompanhe todas as notícias do 6º Encontro através da nossa página especial e do site oficial.

Abaixo, a programação completa do evento:

domingo, 31 de março de 2013

A páscoa, aqui na Terra e na Estação Espacial

A astronomia na páscoa e a surpresa na ISS

A Páscoa é a maior celebração do mundo cristão, ela representa a ressurreição de Jesus Cristo, acontecido entre os anos de 30 e 33 d.C. A ressurreição aconteceu no período do 'Pessach', a páscoa judaica, que celebra a libertação do povo judeu dos egípcios.

Mas o que isso tem a ver com astronomia?
A data da páscoa é regulada de acordo com a 1ª lua cheia depois do equinócio de março (para nós do hemisfério sul, equinócio de outono). Foi o imperador Constantino que estipulou essa regra, no Concílio de Niceia (325 d.C) Isso também marca a data do carnaval: sete semanas antes da lua cheia citada. Portanto, a data da Páscoa varia entre 22 de março e 25 de abril.

Bem longe daqui, a cerca de 400 km de altura, os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) também estão comemorando a Páscoa. O astronauta Chris Hadfield levou uma surpresa para seus colegas de exploração espacial. Em seu Twitter ele disse: "Não diga a minha equipe, mas eu trouxe ovos de páscoa :)" Veja abaixo como ver a Estação da sua cidade.


sábado, 30 de março de 2013

Melhor época para observar o planeta Mercúrio.

Amanhã é o melhor dia

Observar o planeta Mercúrio é uma bastante tarefa difícil. O astro orbita tão perto do Sol que mesmo sendo bastante brilhante fica quase impossível enxerga-lo. Agora, entretanto, a natureza está ao lado dos observadores e o pequeno planeta finalmente está mostrando sua cara!

Veja sobre a história da exploração planetária de Mercúrio nesse vídeo.
O motivo disso é que Mercúrio está próximo da sua máxima elongação, um momento astronômico que faz com que um astro, quando visto da Terra, pareça estar mais afastado visualmente do Sol, o que favorece sua observação por sofrer menos com o ofuscamento solar.

Isso acontecerá com Mercúrio no domingo, 31 de março, quando o planeta atingirá sua máxima elongação ocidental e poderá ser visto por um bom tempo antes do nascer do Sol. Se estivesse na máxima elongação oriental, as observações estariam favorecidas após o pôr-do-Sol, no quadrante oeste.

quinta-feira, 28 de março de 2013

IFF lança o Programa de Astronomia

Projeto de extensão em astronomia

O IFF (Instituto Federal Fluminense), com sede em Campos dos Goytacazes - RJ e campi em regiões próximas, pretende implantar o "Programa de Astronomia no IFF". Esse Programa é um conjunto articulado de projetos e de outras ações de extensão, preferencialmente integrados a atividades de pesquisa e ensino, e voltados para o conhecimento e difusão da Astronomia entre os estudantes e a comunidade em geral. 
Para isso a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura divulgou o edital referência para implantação do Programa. As inscrições de projetos e trabalhos deverão ser feitas de 01 a 30 de abril de 2013 e é aberto a todos os campi do Instituto.

O IFF é a sede do Clube de Astronomia Louis Cruls e recebe esse ano o 6º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica, entre os dias 18 e 20 de abril.

Também está prevista a participação de aluno bolsista de extensão em um número máximo de dois por projeto com carga horária de 20h ou 12h semanais, recebendo 400 e 250 reais respectivamente, podendo ainda ser bolsista voluntário.

segunda-feira, 25 de março de 2013

É possível comprar e nomear uma estrela?

Coloque seu nome numa estrela

Numa noite à algumas semanas atrás, eu estava no Observatório onde trabalho e um garoto chegou para observar o céu. Ele me fez uma pergunta curiosa: "É possível comprar e nomear uma estrela?". Logo eu respondi que não era possível comprá-las, porque os seus nomes vinham de vários séculos atrás e/ou são catalogadas por números e letras, segundo normas. 

Mas ele prometia que tinha visto num programa que era possível comprá-las e ainda escolher os seus nomes. Então pesquisei sobre o assunto e achei uma ótima reportagem, publicada por um jornal em 2003.

Mas antes de ler, uma curiosidade: o único brasileiro nato que leva o nome num astro é Paulo Holvorcem, que descobriu o cometa Juels-Holvorcem, junto com seu colega americano na noite de 28 de dezembro de 2000. Se quiser "comprar" um estrela clique aqui, mas antes leia o texto abaixo "Vende-se estrelas":

(...) se você tiver algum dinheiro sobrando pode comprar um “certificado” numa “loja que vende estrelas”.
Numa mania originária dos Estados Unidos, onde se vende de tudo, essas empresas apenas utilizam as milhares de estrelas designadas numericamente nos catálogos estelares para que sejam atribuídas ao seu nome ou de uma pessoa querida.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Astronauta brasileiro quer voltar ao espaço em 2015

1º BRASILEIRO NO ESPAÇO FEZ HISTÓRIA

A reportagem, publicada no portal de notícias Terra no começo de março, nos trás essa ótima notícia. Marcos Pontes, um dos três embaixadores da ONU para atividades de desenvolvimento industrial, é um ícone e grande incentivador da ciência no Brasil. 
Palestrante confirmado no 6º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica, foi grande incentivador da abertura de alguns cursos de Engenharia Aerospacial por todo o país e ainda trabalha na NASA representando a AEB (Agência Espacial Brasileira).
Uma pena é ver que o Programa Espacial Brasileiro do jeito que está, patinando por décadas de atraso. 
A reportagem pode ser lida abaixo:

Primeiro brasileiro a ir ao espaço, o astronauta Marcos Pontes planeja nova viagem para além da Terra nos próximos anos. Ainda sem uma definição clara sobre a data de sua próxima missão, Pontes disse esperar voltar ao espaço entre 2015 e 2016. Ele viajou para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em 2006, fazendo história ao ficar dez dias em órbita ao redor da Terra.


“2015 ou 2016, essa é minha expectativa. Provavelmente, numa missão com os russos, como da outra vez (a Rússia é um dos parceiros majoritários da ISS). Existe a possibilidade sim, e é o que estou esperando”, afirmou, após participar de um evento no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Sistema do novo foguete japonês foi invadido

Mais um caso de espionagem espacial.

A notícia é de dezembro do ano passado, mas só tive conhecimento hoje. Quanto mais o tempo passa, novas notícias aparecem quanto ao uso de 'hackers' e malwares (softwares maliciosos) utilizados para roubos ou destruição de tecnologias. O grupo de hackers Anonymous já tentou invadir o sistema do jipe-robô Curiosity, segundo uma companhia de segurança internacional. E, em 2011, dois satélites americanos foram invadidos por chineses, mas não existe evidência da participação do governo chinês. Isso sem falar do supervírus Stuxnet, que atacou uma usina nuclear do Irã, danificando seriamente suas instalações.
A notícia sobre o vazamento dos dados do foguete japonês Epsilon pode ser lido abaixo, publicado no SpaceDaily:

A agência espacial japonesa (JAXA) anúnciou que existe a possibilidade de um vazamento de dados do primeiro foguete de combustível sólido, Epsilon, de acordo com a agência de notícias Kyodo.

Um spyware foi encontrado em um dos computadores pessoais da agência, no dia 21 novembro de 2012. Assim que descoberto esse computador foi desconectado da rede local. Especialistas estão rastreando a origem do vírus, o qual pode ter sido resultado de um ataque de hackers à agencia espacial japonesa. Os vazamentos podem conter parâmetros do foguete sólido, especificações do motor e manutenção e atas das reuniões da agência.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Mande o Garotinho para o espaço, literalmente.

Assim será a era da exploração comercial?

O deputado federal, ex-governador do Rio e ex-candidato a presidente Anthony Garotinho entrou na disputa para ir ao espaço. Isso mesmo. Mas ele está pedindo voto para um de seus 9 filhos, Anthony.

A promoção é a seguinte: você se inscreve no site, e por meio de votação popular, os 8 candidatos mais votados serão classificados para a próxima fase. Destes, somente 2 serão escolhidos (por testes) para o desafio internacional. Este último desafio será em Orlando (EUA) e consiste em 3 testes de resistência; com voo em um jato, gravidade zero e simulação de reentrada na atmosfera. Ao todo 22 pessoas irão realizar um voo a 100km de altitude.

Quando ouvi falar sobre essa promoção da marca de desodorante AXE, comentei com um amigo que não entraria porque algum artista, milionário, político, ator ou cantor entraria e com certeza venceria. Ele achou que isso não iria acontecer.
Bom, aconteceu. A foto abaixo é do blog do Garotinho:

sexta-feira, 15 de março de 2013

Inauguração do ALMA anuncia nova era de descobertas na ciência

Maior projeto astronômico do mundo


Na quarta (dia 13) o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), o maior projeto astronômico da atualidade, foi inaugurado numa cerimônia com representantes de vários países. O ALMA é um conjunto de 66 antenas que funcionam como radiotelescópios, situado num planalto a 5 mil metros de altitude, no deserto do Atacama (Chile). O evento marcou o final da construção da maior parte dos principais sistemas do telescópio gigante e a transição formal de projeto em fase de construção a observatório completamente operacional. O ALMA é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com o Chile. Veja vídeo especial aqui.

Eu tive a oportunidade de conhecer esse sonho que se tornou realidade, participando da 1ª comitiva oficial do governo brasileiro a visitar as instalações do ESO (Observatório Europeu do Sul) no Chile. Foi em agosto de 2011 e, apesar dos mais de 5 mil metros de altitude, o ar rarefeito e o frio de -10 ºC, foi uma experiência que vai ser difícil de ser superada (leia mais sobre esse dia aqui). Num ambiente totalmente hostil estavam engenheiros e cientistas criando ciência no maior projeto astronômico da atualidade. Leia também: Revista internacional fala sobre visita de brasileiros ao ESO



Um radiotelescópio é um instrumento de pesquisa que, ao invés de estudar os astros na luz visível (como o telescópio), estuda os astros na faixa das ondas de rádio (geralmente com antenas). E o ALMA é um arranjo de 66 antenas: 54 delas de 12 metros de diâmetro e 12 menores de 7 metros. Elas podem ser dispostas em diferentes configurações, com a distância máxima entre antenas variando entre 150 metros e 16 quilômetros! Há dois modos principais de funcionamento desse conjunto: as antenas podem ficar espalhadas pelo terreno, com maior distância entre si, quando o objetivo é focar num ponto mais específico do espaço e analisá-lo de forma detalhada; ou também é possível agrupá-las todas numa área central, com o que se tornam uma poderosa ferramenta para produzir imagens amplas do céu.
Capaz de observar o Universo detectando luz que é invisível ao olho humano, o ALMA mostrará pormenores nunca antes observados sobre a formação de estrelas, galáxias bebês no Universo primordial e planetas em formação em torno de sóis distantes. Descobrirá e medirá também a distribuição de moléculas - muitas delas essenciais à vida - que se formam no espaço entre as estrelas.

quarta-feira, 13 de março de 2013

A ousadia de Nicolau Copérnico e a renúncia do Papa

ENTRE UM CIENTISTA E UM PAPA, QUEM FOI LEMBRADO?

Comemorou-se, neste mês de fevereiro, os 540 anos do nascimento de Nicolau Copérnico (19/2/1473-24/5/154), tido como o principal responsável pela quebra do dogma do geocentrismo, isto é, de que a Terra teria de ser considerada, necessariamente, o centro do universo, para que não se contrariassem sagradas escrituras.

Admitir o heliocentrismo, isto é, a teoria segundo a qual o Sol ocupa o centro do universo, ao invés da Terra, tal como sugerira Copérnico, era considerado uma grave heresia, punida, muitas vezes, com tortura ou condenação à fogueira, pela politicamente dominante Igreja do Papa, responsável pela uso dos instrumentos altamente cruéis e coercitivos, a cargo da assim chamada Santa Inquisição.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Astronauta brasileiro Marcos Pontes no 6º Encontro Internacional de Astronomia

ENCONTRO SERÁ EM CAMPOS, EM ABRIL

O primeiro, e até agora único astronauta brasileiro acaba de confirmar que participará do 6º Encontro Internacional de Astronomia e Astronáutica. O anuncio foi feito por Marcelo de Oliveira, diretor do evento e do Clube de Astronomia Louis Cruls (grupo responsável pelo Encontro).

Assim, a lista atualizada de palestrantes e participantes do Encontro pode ser vista abaixo:

- Marcos Pontes (primeiro astronauta brasileiro);
- Dr James Thieman (criador do projeto Radio JOVE, da NASA);
- Scott Roberts (presidente da Scientific Explorer);
- Pedro Russo ( Programa UNAWE - Holanda - Leiden University)- José Funes (Diretor do Observatório do Vaticano - Roma - Itália)
- Carlos Gurgel (AEB - Agência Espacial Brasileira)
- Carlos Alexandre Wuensche (INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
- Gennady Saenko (ROSCOSMOS - a agência espacial da Rússia)
- Laurent Laveder ( Projeto TWAN - França)
- Nazar Sallam (UAE - Emirados Árabes Unidos)
- Sebastián Musso (Presidente do Centro de Estudos Astronômicos de Mar del Plata - Argentina)
- Marcos Roberto Palhares (Agência Marcos Pontes).

quarta-feira, 6 de março de 2013

Porque devemos deixar Marte de lado e explorar lua de Júpiter.

Estamos procurando por vida no lugar errado?


Na busca por vida no sistema solar, a Europa, uma lua de Júpiter que abriga um oceano, parece mais promissora do que Marte, o grande deserto onde os Estados Unidos concentram seus esforços limitados por cortes orçamentários, afirmam especialistas.

"Fora da Terra, a Europa é o lugar do nosso sistema solar com a maior probabilidade de se encontrar vida, e deveríamos explorá-la", afirmou Robert Pappalardo, cientista responsável do Jet Propulsion Laboratory (JPL), laboratório da NASA (agência espacial americana).

Ele comenta que a lua é recoberta por uma camada de gelo relativamente fina, possui um oceano (líquido sob o gelo) em contato com rochas no fundo, é geologicamente ativa e bombardeada por radiações que criam oxidantes e formam, ao se misturar com a água, uma energia ideal para a vida.

NASA/JPL/Ted Stryk

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ciência e espiritualidade: é possível?

As relações entre dois pensamentos  

Neste século em que tudo acontece e se transmite tão rapidamente, a ânsia das pessoas por verdades duradouras vem se tornando cada vez maior. O intercâmbio de informações entre culturas diferentes é ao mesmo tempo estimulante, assustadora e pode ser entendida como um monstro de duas cabeças, capaz de propiciar conhecimento, cultura, tecnologia bem como disseminar todo tipo de ódio, violência e criminalidade. Para isso contribui os filmes e jogos eletrônicos com cenas de indescritível violência.

Com anuência dos pais, os brinquedos vão dando lugar a ‘chupeta’ eletrônica’. Adolescentes armados intimidam colegas, afrontam os professores e promovem chacinas. O resultado é uma sensação de pânico e fragilidade que ameaça polarizar a sociedade a níveis insuportáveis.

Neste clima surgem então os oportunistas que se apresentam como única alternativa para nosso “mundo louco”. Nada mais natural a proliferação de novas religiões, novas crenças, profetas e arautos da ‘nova era’ que, graças aos menos esclarecidos, realizam ‘milagres’, prometem maravilhas e naturalmente acumulam imensas fortunas.

Para eles, o inferno e o apocalipse é uma dádiva de Deus. A astronomia nos mostra que, embora remota, é real a possibilidade da colisão de um asteroide ou cometa com a Terra. Essas colisões fazem parte do processo cósmico de evolução com inúmeras criações e destruições.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Meteoro passa sobre Campos e Espírito Santo: cobertura completa e atualizações

notícia tomou as capas dos jornais 


Atualização (dia 22, às 19h50min): Foi divulgado áudio da torre de comando do aeroporto de Vitória, no qual a torre diz ter visto 2 meteoros! Veja aqui.
Primeiras notícias
Na manhã de ontem, por volta das 10h10min, um meteoro cruzou o céu de Campos e mesmo com a forte luminosidade do Sol, ficou visível a olho nu por cerca de 12 segundos. Ele foi visto desde o sul do estado (em Cabo Frio), até em Vitória (no Espirito Santo).
Segundo observadores na torre de controle do aeroporto de Vitória o meteoro era amarelado e tinha trajetória descendente, no sentido de norte ao sul. A Infraero confirmou que foi observado uma bola de fogo do centro de controle, mas disse que não emitiu uma nota para os pilotos devido a rapidez do fenômeno. Ela também destacou que nenhuma operação aérea foi prejudicada pelo fenômeno.
De acordo com os bombeiros de Campos, o órgão recebeu vários chamados de alguns pontos da cidade campista, comunicando que uma bola de fogo estaria passando pelo céu.
Os meteoros que cruzam a atmosfera terrestre estão associados a formação do sistema solar. Eles são rochas que estão vagando no espaço.



O coordenador do Clube de Astronomia Louis Cruls (do IF Fluminense - Campos RJ), Marcelo Oliveira, disse que após a queda de um meteoro na Rússia na semana passada, ele recebeu um alerta da possibilidade de sinais no céu, emitido por um grupo de pesquisa internacional. Ele também lembra que esse fato é muito parecido com o que ocorreu em 2010, onde um meteoro foi avistado também nas regiões norte e noroeste do Rio de Janeiro, inclusive Campos e teria caído na cidade de Varre-Sai.
O Clube de Astronomia possui uma câmera especial, chamada de AllSky, projetada para gravar 24h o céu de Campos, mas devido ao horário em que o fenômeno aconteceu, os raios solares dificultaram a captura do flagrante.

Erro na TV
Na reportagem do Jornal Nacional, e nos outros jornais de TV, foi dito que houve a passagem de dois meteoros. Isso foi um equívoco, na verdade foi um só. Essa confusão se deu por conta de alguns relatos dizerem que a hora da passagem foi às 10h, e outros dizerem que foi por volta das 11h. 
Essa diferença de 1 hora entre os relatos foi porque várias pessoas ainda não tinham atrasado o relógio, ou seja, ainda estavam com o relógio no horário de verão (que acabou no domingo passado) e quando observaram o rastro luminoso no céu, olharam para o relógio e estava marcando próximo das 11h da manhã.

Local de impacto
Agora a grande pergunta é: esse meteoro atingiu o solo? Ou seja, ele resistiu as altas temperaturas geradas pelo atrito entre o corpo e a atmosfera e conseguiu o status de "meteorito"?
Existe um relato publicado em vários jornais do Espirito Santo, onde um funcionário de uma faculdade da Serra afirma ter visto o momento em que o objeto caiu do céu em uma mata localizada às margens da Rodovia ES 010. Abaixo o relato de José Roberto Eustáquio dos Santos, extraído de um jornal: 
"Em torno das 10h20 e 10h30 passou aquele fogo mais ou menos do tamanho de uma bola de futebol em direção à matinha. Eu vi ela cair do céu na mata. Minutos depois que caiu na mata começou a sair fumaça do local", disse.
O vigilante diz não ter dúvidas que o objeto tenha caído na região. Ele conta que ficou assustado com a cena. "Nunca vi nada parecido. Comentei com as pessoas, mas muitas não acreditaram".

Trajeto do meteoro, por Dirk Ross
O que os especialistas no assunto dizem.
Diante de tantas notícias desencontradas, é sempre bom ter uma fonte segura. O pesquisador japonês Dirk Ross, o maior especialista em meteoritos do mundo, disse em seu blog (tradução livre) que existe a chance de haver meteoritos e deles estarem em terra (não somente de terem caído no mar). Ainda completou: "Este evento, juntamente com o da Rússia e outros grandes eventos, demonstram que o Brasil precisa assumir a ameaça de impacto de um asteroide com mais seriedade e expandir a rede nacional de detecção, a partir das câmeras AllSky".
A maior especialista em meteoritos do Brasil, Maria Elizabeth Zucolotto (do Museu Nacional/UFRJ), afirma que os bólidos (bolas de fogo no céu) diurnos são mais raros que os noturnos, pois tem que ser bem brilhante para chamar atenção durante o dia.
Os bólidos são meteoros maiores, nove vezes mais brilhantes. Em geral sobrevivem à queima durante a passagem atmosférica (por serem maiores e mais resistentes que um pequeno meteoro).

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